segunda-feira, 20 de julho de 2026

Tocantins está em alerta com surto de vírus respiratórios

 Mara Santos - Repórter da Rádio Unitins FM

20/07/2026 - 09:45
Palmas
Brasília (DF) 04/12/2025 - Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR).  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Vírus respiratórios e tempo seco acendem alerta para a saúde da população em Palmas e Araguaína.

No Tocantins, houve crescimento na circulação do vírus sincicial respiratório que pode provocar complicações, principalmente em bebês, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Com a chegada do período seco, a baixa umidade do ar também favorece o ressecamento das vias aéreas e agrava alergias e problemas de saúde relacionados à respiração.

A recomendação é manter a hidratação, evitar ambiente com poeira e fumaça, higienizar as mãos, manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico. 

Turismo comunitário fortalece bioeconomia em Alter do Chão Empreendedores unem conservação e geração de renda

 Ana Graziela Aguiar*

20/07/2026 - 10:25
Brasília
15/05/2026 -  Alter do Chão - Pará -  Cenas do Rio Tapajós em Alter do Chão. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Destino conhecido de muitos, mas ainda de natureza intocada, o distrito de Alter do Chão fica a 38 km de Santarém, no Pará. Banhado pelas águas transparentes do Rio Tapajós, Alter ganha várias cores e cenários durante o ano. A subida e baixada do rio faz surgir praias de areia branca que atraem turistas de todas as partes do Brasil e do mundo. É aqui que o pequeno negócio de Dórrisson se estruturou. Hoje, a pousada dele é a mais antiga do lugar, como ele explica:

“1997 fechamos uma parte do restaurante, eu tava na faculdade e aí tava difícil de conciliar o trabalho de restaurante e comércio, que era precisava mais tá presente. Aí a gente resolveu migrar para a parte de hotelaria e foi aumentando, né?”

Dórrisson divide o negócio com a esposa, Maria da Conceição Munduruku. Ela conta que a pousada foi criada como um refúgio para quem buscasse um lugar mais econômico onde se hospedar:

“Fazer uma pousada que desse conforto para quem passasse o dia na praia e a noite ter um quartinho aconchegante, não colocasse um preço muito alto, mas que desse para gente se manter e dar oportunidade para quem quer vir a Alter do Chão.”

O negócio de Dórrisson e Maria da Conceição valoriza as tradições e a cultura local, e ainda gera renda e empregos. É um exemplo de bioeconomia na Amazônia, como explica a professora da Universidade Federal do Oeste do Pará, Patrícia Chaves de Oliveira:

“A bioeconomia, ela é uma economia baseada na biodiversidade. Essa biodiversidade pode ser de plantas, de animais. Uma economia que é baseada em recursos que são explorados de suas florestas, a gente considera isso uma bioeconomia. O ambiente vai determinar a bioeconomia, mas, em última análise, a bioeconomia nada mais é do que uma economia centrada na exploração sustentável desta biodiversidade.”

Se conectar com a natureza e a cultura local: um turismo de experiência, de base comunitária. Quem chega até esta região do Pará quer conhecer um pouco mais das tradições das comunidades que aqui vivem. E um dos principais locais a serem visitados é a Floresta Nacional do Tapajós. A Flona do Tapajós é uma unidade de conservação que foi criada em 1974 e tem mais de 520 mil hectares. Mais de mil famílias residem dentro da área. A maior parte delas vive do turismo, como é o caso de Elton John Vasconcelos, dono da Casa do Elton:

“A Casa do Elton, ela vem de uma necessidade de empreender dentro da reserva. Eu trabalhava em um projeto, esse projeto tinha duração de 10 anos. Eu saí desse projeto e a gente começou a construir casinha para passar final de semana com a família. E as pessoas passavam aqui para conhecer a Flona e paravam aí na nossa casinha e perguntavam: ‘Tem comida? Tem comida?’. E aí eu falei para o meu pai: ‘Ó, meu pai, o dinheiro passa aí na frente de casa, bora pegar um pouco?’. E a gente colocou aí uma plaquinha de pano e escreveu ‘Restaurante’. Primeiro dia chegou duas pessoas, o segundo dia chegou 20 pessoas e aí nós não tínhamos prato nem colher. A gente saiu correndo atrás dos vizinhos arrumando prato e talheres para servir o pessoal. E o Casa do Elton começou a crescer.”

Agora Elton está expandindo os negócios. São trilhas, chalés, passeios de barco...

“A partir que eu comecei as capacitações do Sebrae, eu comecei a entender que a gente podia trabalhar a economia da comunidade em geral. Além de vender uma experiência hoje na culinária, a gente vende experiência com os passeios, oficina de plantas medicinais, oficina de biojoias, oficina de carimbó, pesca esportiva, a famosa piracaia nossa, coisas que a gente desenvolve na comunidade, que a gente trabalha acompanhando a comunidade. E um dos pontos fortes é a nossa trilha, né? Nós temos pernoite na floresta para observações de cogumelo luminosos, então tem bastante alternativa que a comunidade toda ganha. Eu não consigo fazer sozinho, mas toda a nossa comunidade junta, a gente consegue fazer o melhor para o nosso visitante ter uma experiência única.”

Comunidade que se une para se defender do turismo predatório de grandes empreendimentos e provar que é possível uma outra forma de exploração dos atrativos da Amazônia, como faz Dórrisson:

“Os povos aqui funcionam como guardiões justamente dessa riqueza que a gente tem. Nós tivemos essa luta lá pela preservação do Tapajós, a luta também aqui dentro do território pela preservação da floresta.”

E ao preservar a floresta, ela te dá em troca, como afirma Elton John Vasconcelos:

“Essa experiência de ficar, ver o cotidiano, ver como a pessoa vive... Que aqui a gente tem uma conexão muito forte com a floresta, né? A floresta ela nos dá e a gente respeita ela, e assim vai.”

*Produção: Acácio Barros. Sonoplastia: Egibert Martins.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Prefeitura do Rio proíbe publicidade de bets em espaços públicos Determinação foi publicada hoje e deve retirar anúncios imediatamente

 Cristiane Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional

13/07/2026 - 10:41
Rio de Janeiro
Brasília - DF - 09/07/2026 - Governo notifica 37 fintechs por movimentarem dinheiro de bets ilegais. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil
© Antônio Cruz/ Agência Brasil

Está proibida a veiculação de publicidade de plataformas de apostas, as bets, nos espaços públicos da cidade do Rio de Janeiro. A medida é da Prefeitura do município.  E já está valendo para todos os locais onde há publicidade exterior, mobiliário urbano e demais locais onde a exploração depende de autorização, licença, permissão ou concessão do município.

Segundo a prefeitura, a ideia é reduzir a exposição da população às publicidades de plataformas de apostas esportivas e jogos de azar on-line. O decreto está publicado no Diário Oficial do Município de hoje (13). A fiscalização fica por conta da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização, que vai determinar a retirada imediata das publicidades irregulares e aplicar as sanções previstas na legislação municipal.

A proibição inclui qualquer forma de divulgação dessas empresas, inclusive marcas, logomarcas, nomes empresariais, aplicativos, sites, campanhas promocionais, mascotes e quaisquer outros elementos capazes de identificar direta ou indiretamente as plataformas de apostas.

A medida também determina que órgãos e entidades da administração municipal observem a nova regra em todos os contratos, concessões, permissões e autorizações que envolvam exploração publicitária em bens públicos. Além disso, a proibição passa a valer para eventos patrocinados, contratados ou realizados pela Prefeitura.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Nova vacina amplia combate à doença pneumocócica Pneumo 20 já integra o calendário do SUS

 Solimar Luz - Repórter da Rádio Nacional

06/07/2026 - 12:09
Rio de Janeiro
Vacinação de adultos contra covid-19 na Unidade Básica de Saúde - UBS Brás.
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a doença pneumocócica, infecção que pode atingir desde os ouvidos até os pulmões, é uma das principais causas de mortalidade infantil por enfermidades infecciosas causadas por vírus ou bactérias que podem ser evitadas por meio da vacinação. Recentemente, o combate a esse tipo de doença ganhou um importante reforço no Brasil com a incorporação do imunizante Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação. O infectologista Alberto Chebabo destaca que a vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva.

"O pneumococo é uma bactéria que é causador de pneumonia, entre outras infecções graves. Meningite também pode acontecer. Então é uma vacina que protege principalmente contra 20 sorotipos diferentes do pneumococo, dessa bactéria. E principalmente, a função é reduzir o risco de pneumonia e infecções invasivas graves por essa bactéria pneumococo, que é a mais comum causa de infecção de pneumonia tanto na criança quanto no adulto."

O SUS também oferece a Pneumo 10 e a 13. O especialista esclarece a diferença entre os imunizantes.

"A grande diferença é o número de sorotipos que a vacina protege, né? A gente tem, no caso da Pneumo 20, um acréscimo aí de mais ou menos em torno de 20% de proteção em relação à Pneumo 13 e um aumento significativo de proteção em relação à vacina Pneumo 10. Então, a com a Pneumo 20 a gente ganha um percentual importante de proteção contra essas doenças pelo aumento de sorotipos protetores da vacina."

A nova vacina já está disponível em todo o país. O estado do Rio de Janeiro recebeu um lote inicial de 36.700 doses. Na capital, a vacina está disponível nos centros municipais de saúde, clínicas da família e no Super Centro Carioca de Vacinação para crianças de 2 meses até 5 anos. 

Cartilha orienta usuários do SUS sobre ações judiciais de medicamentos Guia reúne regras estabelecidas em decisões do STF

 Renato Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional

07/07/2026 - 09:22
Brasília
O Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos diz que houve um aumento desproporcional dos casos de overdose de drogas e medicamentos entre as mulheres no mundo
© Organização Mundial da Saúde - ONU News

Já está disponível uma cartilha para orientar ações na Justiça sobre o fornecimento de medicamentos pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. O material reúne, de forma objetiva e ilustrada, as regras estabelecidas em três grandes julgamentos do Supremo Tribunal Federal. A ideia é servir como um guia prático para advogados, defensores e juízes saberem exatamente onde protocolar uma ação desse tipo.

A publicação explica quem deve pagar e fornecer um remédio quando alguém entra com um processo judicial contra o Estado. O guia mostra ainda se a ação vai tramitar na Justiça Estadual ou Federal, e contra qual ente: se município, estado ou União. A cartilha também traz normas sobre medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além de critérios de ressarcimento.

Por exemplo: se o medicamento já está na lista do SUS, a responsabilidade de quem vai pagar a conta varia de acordo com o tipo do produto — se comum, de alto custo ou para doenças raras. Agora, se o remédio não está no SUS, o critério passa a ser financeiro.

Quer dizer:  se o custo anual for abaixo de 210 salários mínimos, o processo corre na Justiça Estadual contra o estado ou o município. Acima desse valor, a ação vai obrigatoriamente para a Justiça Federal, e a União terá de arcar com os custos.

A cartilha está disponível no site: stf.jus.br.

Viva Maria comemora o Dia Mundial do Chocolate Programa passa receita inusitada de chocolate com coentro

 Viva Maria

07/07/2026 - 07:15
Brasília
Chocolate do assentamento Dois Riachões
© Reprodução / TV Brasil

Chocolate combina com coentro? Para a jornalista e escritora Sônia Hirsch, essa mistura não só combina como é o plano perfeito para celebrar este 7 de julho, Dia Mundial do Chocolate. No Viva Maria, Mara Régia conversou com a escritora sobre essa receita inusitada que promete dividir opiniões, mas que traz uma série de benefícios à saúde.

Para quem torce o nariz para a erva, Sônia esclarece o segredo: o brigadeiro não leva as folhas, mas sim as sementes de coentro. Ao contrário do que muitos pensam, as sementes não têm o gosto tradicional da folha; elas possuem um aroma e sabor adocicados e muito agradáveis, sendo inclusive utilizadas na fabricação de perfumes e cervejas artesanais.

Além de dar um toque gourmet ao doce, a semente de coentro funciona como um verdadeiro aliado para a saúde, o que tem gerado grande repercussão e sucesso nas redes sociais da escritora. Segundo Sônia, o uso medicinal da planta é poderoso.

Especialista alerta para uso seguro da inteligência artificial Checagem de dados é essencial ao usar ferramentas de IA

 Priscilla Mazenotti* - Repórter da Rádio Nacional

07/07/2026 - 09:00
Brasília
Uso de Smartphone e celular
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tem aqueles que usam pra tudo:

"Para calcular valores de produtos, comparar valores nutricionais, fazer melhores escolhas no mercado, fazer melhor planejamento financeiro... Uma coisa que eu utilizo muito é para personalizar o meu treino. É para tudo."

E tem os que usam só por diversão:

"Ah, uso praticamente para brincadeiras, para montar imagens, fazer memes para a internet, pegar uma foto e fazer uma brincadeira com amigos, essas coisas."

Mas tem também quem usa pontualmente. Apenas para casos específicos. É o caso da estudante Dandara Albuquerque, que está contando com uma ajuda extra para montar o roteiro de viagem.

"Para saber quais dias eu deveria visitar em tais lugares. Ele também me deu a opção de locais para poder visitar, opções de hotéis também. Então, dá para você verificar que é real porque você pega o nome do hotel, joga no Google e faz o seu agendamento. Então, ele deu umas opções de hotéis mais econômicos, locais também de alimentação, horários. Então, nesse quesito, a gente tem um apoio maior da Inteligência Artificial porque a gente perderia muito mais tempo procurando, né, no Google. E lá já tem direto, então você utiliza o Google só para procurar os telefonemas, enfim."

A gente está falando aqui de Inteligência Artificial Generativa, usado para textos, imagens e análise de dados. É o Chat GPT, o Gemini, o Co Pilot, entre outros. O pesquisador e especialista em informática, Cleber Zanchetin, explica que a Dandara tá certinha. Esses chats servem para isso mesmo. Como uma ajuda, um assistente. E não para tomar decisões por você. É aquela velha dica: diante de uma resposta, sempre conferir depois.

"Eu acho que essa é a abordagem perfeita, porque você aproveita todo o potencial que essa tecnologia tem para filtrar um grande volume de informações, validar dados em diferentes fontes e fazer um resumo — e, eventualmente, até uma sugestão de um roteiro. E aí, depois, ela vai e checa cada uma dessas informações: confirma com o hotel, confirma como os pagamentos vão ser realizados... Eu acho que essa é a abordagem mais recomendada atualmente."

Para isso é preciso ter método. Saber o que perguntar. E confiar desconfiando. Até porque, à medida que a tecnologia vai avançando, os golpes e as manipulações também vão. O especialista Cleber Zanchetin chama a atenção para uma preocupação atual:

"Ou eles manipulam os dados que a IA vai usar para poder tomar as decisões, ou são introduzidos no seu... na sua chamada, né, na sua consulta, algumas informações que podem alterar a resposta que a Inteligência Artificial tá dando, ou, eventualmente, vazar informações de dados que você está passando para eles, né? Então, esse é uma das estratégias que os atacantes estão utilizando, então a gente tem que sempre ter muito cuidado."

No Congresso, tem projeto falando da regulamentação de inteligência artificial. Pensando não só nessa questão de manipulação, mas dos riscos, direitos autorais e transparência. Enquanto isso, vale a recomendação do professor Zanchetin: cuidado com dados sensíveis. Informações pessoais, de saúde, de dinheiro. Verifique a fonte que a IA está usando como base. É ter uma régua de checagem mais alta, diz ele. E desconfiar quando a resposta for cravada. Única e fechada. Sem alternativas.

*Com produção de Bel Pereira

Dívida pública dos EUA chega a U$ 40 trilhões e bate recorde O déficit fiscal dobrou em menos de 10 anos e acende alerta

  Sarah Quines - Repórter da Rádio Nacional 20/08/2026 - 20:06 São Paulo © REUTERS/Ken Cedeno/Proibida reprodução Os Estados Unidos acumula...

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