O Desenrola Fies renegociou, em apenas um dia, mais de R$ 1 bilhão. A iniciativa permite que dívidas do Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, em atraso sejam negociadas para possibilitar a quitação dos débitos.
Pode participar da iniciativa, quem teve o contrato do Fies assinado até 2017.
O Brasil está com 1 milhão de acordos em atraso, com saldo devedor alcançando R$ 83 bilhões.
São Paulo é o estado com o maior número de contratos atrasados, 264 mil, com saldo devedor de quase R$ 16 bilhões; seguido de Minas Gerais com 113 mil e saldo devedor em R$ 10 bilhões; e Bahia com 85 mil contratos em atraso com saldo devedor em R$ 6 bilhões.
Quem está inadimplente há 5 anos e inscrito no CadÚnico pode negociar o débito com desconto de até 99% do valor total consolidado. Enquanto os demais estudantes inscritos no CadÚnico podem quitar o débito com 92% de desconto.
Já aqueles que não fazem parte do CadÚnico terão desconto de até 77%.
Os estudantes podem renegociar os débitos até 31 de dezembro, pelos canais digitais do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
Apesar do número de estudantes matriculados no ensino superior ter mais que dobrado nas últimas duas décadas em todo mundo, segundo a Unesco, um outro dado dentro do mesmo recorte chama atenção: o acesso à educação superior continua desigual, seja pela região do planeta, seja pela gratuidade para acessar o conhecimento acadêmico.
Em 25 anos, as instituições de ensino superior passaram de 100 milhões de jovens entre 18 e 24 anos matriculados, em 2000, para 269 milhões, em 2024. Os dados são do Relatório Global de Tendências do Ensino Superior divulgado esta semana pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,
Mas o levantamento, que reuniu dados de 146 países, também revela que frente a este aumento no acesso às universidades, o cenário de disparidade regional no número de universitários é grande. 80% dos jovens na Europa Ocidental e na América do Norte estão matriculados no ensino superior, seguidos por 59% na América Latina e Caribe, enquanto apenas 37% nos Estados Árabes, 30% no Sul e Oeste da Ásia e apenas 9% na África subsaariana estavam matriculados no ensino superior.
Outro dado da pesquisa trata do estudo privado e público. As instituições particulares continuam a representar um terço das matrículas globais, com a maior percentagem na América Latina e Caribe. No Brasil, especificamente, o desequilíbrio entre público e privado é ainda maior, demonstrando a necessidade de investimentos no setor, para que o conhecimento universitário seja acessado gratuitamente: 4 em cada 5 universitários brasileiros frequentam instituições privadas, ou seja, precisam pagar para conseguir o diploma universitário.
O relatório também traz a questão de gênero no ensino superior. Nesse caso, há dados a serem festejados e obstáculos para serem transpostos. Em 2024, o número de mulheres inscritas no ensino superior foi maior ao número de homens, numa relação de 114 mulheres matriculadas por cada 100 homens. A paridade de gênero foi alcançada em todas as regiões do globo, à exceção de África. Contudo, o documento destaca que as mulheres continuam sub representadas nos cursos de doutorado e ocupam apenas cerca de um quarto dos cargos de liderança acadêmica.
Os dados completos do Relatório Global de Tendências do Ensino Superior podem ser acessados no endereço unesco.org.
Operação Ágatha 2026 foi concluída com mais de 60 dragas de garimpo ilegal neutralizadas na Amazônia. Balanço final da ação foi apresentado em Manaus pelo Comando Conjunto Árpia. A operação ocorreu entre os dias 6 de abril e 13 de maio, reunindo militares das Forças Armadas e agentes de órgãos de segurança e fiscalização ambiental.
As ações tiveram como foco o combate ao garimpo ilegal, crimes ambientais e atividades criminosas em áreas de fronteira e regiões ribeirinhas da Amazônia. Segundo o Comando Conjunto Árpia, além das dragas destruídas ou inutilizadas, foram apreendidos combustíveis, motores, armamento, munições e outros equipamentos usados pelos garimpeiros ilegais.
As equipes também realizaram inspeções fluviais e patrulhamento em áreas consideradas estratégicas. As autoridades destacam que a operação teve impacto direto na redução dos danos ambientais causados pela atividade clandestina, especialmente pela contaminação dos rios e pelo desmatamento provocado pelo garimpo ilegal.
A Operação Ágatha faz parte das ações permanentes de proteção das fronteiras e de combate aos crimes transnacionais na região amazônica.