terça-feira, 7 de julho de 2026

Nova vacina amplia combate à doença pneumocócica Pneumo 20 já integra o calendário do SUS

 Solimar Luz - Repórter da Rádio Nacional

06/07/2026 - 12:09
Rio de Janeiro
Vacinação de adultos contra covid-19 na Unidade Básica de Saúde - UBS Brás.
© Rovena Rosa/Agência Brasil

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que a doença pneumocócica, infecção que pode atingir desde os ouvidos até os pulmões, é uma das principais causas de mortalidade infantil por enfermidades infecciosas causadas por vírus ou bactérias que podem ser evitadas por meio da vacinação. Recentemente, o combate a esse tipo de doença ganhou um importante reforço no Brasil com a incorporação do imunizante Pneumo 20 ao Calendário Nacional de Vacinação. O infectologista Alberto Chebabo destaca que a vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva.

"O pneumococo é uma bactéria que é causador de pneumonia, entre outras infecções graves. Meningite também pode acontecer. Então é uma vacina que protege principalmente contra 20 sorotipos diferentes do pneumococo, dessa bactéria. E principalmente, a função é reduzir o risco de pneumonia e infecções invasivas graves por essa bactéria pneumococo, que é a mais comum causa de infecção de pneumonia tanto na criança quanto no adulto."

O SUS também oferece a Pneumo 10 e a 13. O especialista esclarece a diferença entre os imunizantes.

"A grande diferença é o número de sorotipos que a vacina protege, né? A gente tem, no caso da Pneumo 20, um acréscimo aí de mais ou menos em torno de 20% de proteção em relação à Pneumo 13 e um aumento significativo de proteção em relação à vacina Pneumo 10. Então, a com a Pneumo 20 a gente ganha um percentual importante de proteção contra essas doenças pelo aumento de sorotipos protetores da vacina."

A nova vacina já está disponível em todo o país. O estado do Rio de Janeiro recebeu um lote inicial de 36.700 doses. Na capital, a vacina está disponível nos centros municipais de saúde, clínicas da família e no Super Centro Carioca de Vacinação para crianças de 2 meses até 5 anos. 

Cartilha orienta usuários do SUS sobre ações judiciais de medicamentos Guia reúne regras estabelecidas em decisões do STF

 Renato Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional

07/07/2026 - 09:22
Brasília
O Conselho Internacional para o Controle de Narcóticos diz que houve um aumento desproporcional dos casos de overdose de drogas e medicamentos entre as mulheres no mundo
© Organização Mundial da Saúde - ONU News

Já está disponível uma cartilha para orientar ações na Justiça sobre o fornecimento de medicamentos pelo SUS, o Sistema Único de Saúde. O material reúne, de forma objetiva e ilustrada, as regras estabelecidas em três grandes julgamentos do Supremo Tribunal Federal. A ideia é servir como um guia prático para advogados, defensores e juízes saberem exatamente onde protocolar uma ação desse tipo.

A publicação explica quem deve pagar e fornecer um remédio quando alguém entra com um processo judicial contra o Estado. O guia mostra ainda se a ação vai tramitar na Justiça Estadual ou Federal, e contra qual ente: se município, estado ou União. A cartilha também traz normas sobre medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, além de critérios de ressarcimento.

Por exemplo: se o medicamento já está na lista do SUS, a responsabilidade de quem vai pagar a conta varia de acordo com o tipo do produto — se comum, de alto custo ou para doenças raras. Agora, se o remédio não está no SUS, o critério passa a ser financeiro.

Quer dizer:  se o custo anual for abaixo de 210 salários mínimos, o processo corre na Justiça Estadual contra o estado ou o município. Acima desse valor, a ação vai obrigatoriamente para a Justiça Federal, e a União terá de arcar com os custos.

A cartilha está disponível no site: stf.jus.br.

Viva Maria comemora o Dia Mundial do Chocolate Programa passa receita inusitada de chocolate com coentro

 Viva Maria

07/07/2026 - 07:15
Brasília
Chocolate do assentamento Dois Riachões
© Reprodução / TV Brasil

Chocolate combina com coentro? Para a jornalista e escritora Sônia Hirsch, essa mistura não só combina como é o plano perfeito para celebrar este 7 de julho, Dia Mundial do Chocolate. No Viva Maria, Mara Régia conversou com a escritora sobre essa receita inusitada que promete dividir opiniões, mas que traz uma série de benefícios à saúde.

Para quem torce o nariz para a erva, Sônia esclarece o segredo: o brigadeiro não leva as folhas, mas sim as sementes de coentro. Ao contrário do que muitos pensam, as sementes não têm o gosto tradicional da folha; elas possuem um aroma e sabor adocicados e muito agradáveis, sendo inclusive utilizadas na fabricação de perfumes e cervejas artesanais.

Além de dar um toque gourmet ao doce, a semente de coentro funciona como um verdadeiro aliado para a saúde, o que tem gerado grande repercussão e sucesso nas redes sociais da escritora. Segundo Sônia, o uso medicinal da planta é poderoso.

Especialista alerta para uso seguro da inteligência artificial Checagem de dados é essencial ao usar ferramentas de IA

 Priscilla Mazenotti* - Repórter da Rádio Nacional

07/07/2026 - 09:00
Brasília
Uso de Smartphone e celular
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Tem aqueles que usam pra tudo:

"Para calcular valores de produtos, comparar valores nutricionais, fazer melhores escolhas no mercado, fazer melhor planejamento financeiro... Uma coisa que eu utilizo muito é para personalizar o meu treino. É para tudo."

E tem os que usam só por diversão:

"Ah, uso praticamente para brincadeiras, para montar imagens, fazer memes para a internet, pegar uma foto e fazer uma brincadeira com amigos, essas coisas."

Mas tem também quem usa pontualmente. Apenas para casos específicos. É o caso da estudante Dandara Albuquerque, que está contando com uma ajuda extra para montar o roteiro de viagem.

"Para saber quais dias eu deveria visitar em tais lugares. Ele também me deu a opção de locais para poder visitar, opções de hotéis também. Então, dá para você verificar que é real porque você pega o nome do hotel, joga no Google e faz o seu agendamento. Então, ele deu umas opções de hotéis mais econômicos, locais também de alimentação, horários. Então, nesse quesito, a gente tem um apoio maior da Inteligência Artificial porque a gente perderia muito mais tempo procurando, né, no Google. E lá já tem direto, então você utiliza o Google só para procurar os telefonemas, enfim."

A gente está falando aqui de Inteligência Artificial Generativa, usado para textos, imagens e análise de dados. É o Chat GPT, o Gemini, o Co Pilot, entre outros. O pesquisador e especialista em informática, Cleber Zanchetin, explica que a Dandara tá certinha. Esses chats servem para isso mesmo. Como uma ajuda, um assistente. E não para tomar decisões por você. É aquela velha dica: diante de uma resposta, sempre conferir depois.

"Eu acho que essa é a abordagem perfeita, porque você aproveita todo o potencial que essa tecnologia tem para filtrar um grande volume de informações, validar dados em diferentes fontes e fazer um resumo — e, eventualmente, até uma sugestão de um roteiro. E aí, depois, ela vai e checa cada uma dessas informações: confirma com o hotel, confirma como os pagamentos vão ser realizados... Eu acho que essa é a abordagem mais recomendada atualmente."

Para isso é preciso ter método. Saber o que perguntar. E confiar desconfiando. Até porque, à medida que a tecnologia vai avançando, os golpes e as manipulações também vão. O especialista Cleber Zanchetin chama a atenção para uma preocupação atual:

"Ou eles manipulam os dados que a IA vai usar para poder tomar as decisões, ou são introduzidos no seu... na sua chamada, né, na sua consulta, algumas informações que podem alterar a resposta que a Inteligência Artificial tá dando, ou, eventualmente, vazar informações de dados que você está passando para eles, né? Então, esse é uma das estratégias que os atacantes estão utilizando, então a gente tem que sempre ter muito cuidado."

No Congresso, tem projeto falando da regulamentação de inteligência artificial. Pensando não só nessa questão de manipulação, mas dos riscos, direitos autorais e transparência. Enquanto isso, vale a recomendação do professor Zanchetin: cuidado com dados sensíveis. Informações pessoais, de saúde, de dinheiro. Verifique a fonte que a IA está usando como base. É ter uma régua de checagem mais alta, diz ele. E desconfiar quando a resposta for cravada. Única e fechada. Sem alternativas.

*Com produção de Bel Pereira

Nova vacina amplia combate à doença pneumocócica Pneumo 20 já integra o calendário do SUS

  Solimar Luz - Repórter da Rádio Nacional 06/07/2026 - 12:09 Rio de Janeiro © Rovena Rosa/Agência Brasil Dados da Organização Mundial da Sa...

Pesquisar