quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Casos de meningite ultrapassam 3 mil em São Paulo em 2025 Estado registra 407 mortes até outubro; cobertura vacinal infantil segue abaixo da meta e preocupa autoridades de saúde


 

 O monitoramento epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) aponta que, entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 3.333 casos de meningite no estado, dos quais 407 resultaram em óbito.

Na Baixada Santista, o Departamento Regional de Saúde confirmou 57 casos e 11 mortes no mesmo período. A secretaria, no entanto, não detalhou a distribuição dos casos por tipo de meningite nem informou se há relação entre os registros.

A SES-SP reforçou que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. As vacinas meningocócicas C e ACWY estão disponíveis gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado. Já a vacina meningocócica B é oferecida apenas na rede privada. A secretaria também não informou se há campanhas específicas de vacinação ou conscientização em andamento.

De janeiro a julho, a cobertura vacinal da meningocócica C em crianças menores de um ano foi de 82,6%, abaixo da meta de 95% e inferior ao índice de 2024. A vacina ACWY teve cobertura de 48,1% neste ano, ante 52,1% no ano passado. Na Baixada Santista, a cobertura contra a meningite C chegou a 78,48%.

Entenda a doença

A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias ou outros agentes infecciosos.

A forma viral costuma ser mais leve e tem boa recuperação, enquanto a bacteriana é mais grave e requer tratamento imediato para evitar complicações e mortes.

A transmissão ocorre principalmente pelas vias respiratórias, por meio de gotículas eliminadas ao tossir, espirrar ou falar. Mesmo com o tratamento adequado, a meningite pode deixar sequelas, especialmente nos casos bacterianos, como:

  • perda auditiva;
  • dificuldades neurológicas;
  • déficits cognitivos;
  • problemas motores.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir a doença e reduzir os casos graves.

Sintomas

A Secretaria orienta que pessoas com os seguintes sintomas procurem atendimento médico imediato:

  • febre alta;
  • dor de cabeça intensa;
  • vômitos;
  • rigidez na nuca;
  • manchas na pele.

As informações são da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.



Fonte: Brasil 61

COP30: ações promovidas pela ApexBrasil dão visibilidade global a produtos compatíveis com a floresta A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos explica que o intuito é dar destaque para ideias voltadas à sustentabilidade e à qualidade que o setor dispõe



 Em meio à programação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), diversas entidades aproveitam a exposição global para apresentar ações relevantes que unem questões ambientais e econômicas. É o caso da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Durante o evento, a entidade promoverá ações direcionadas à valorização de produtos sustentáveis brasileiros e ao fortalecimento da imagem do país como protagonista na transição verde. A COP30 ocorre entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA).

Mapa lidera agenda do agro sustentável na COP 30

COP30: valorização da bioeconomia na Amazônia guia discussões para fomentar desenvolvimento regional sustentável

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, além de contribuírem para o desenvolvimento sustentável e econômico, os resultados da COP30 precisam ser efetivados para, assim, darem um retorno positivo à população de todo o planeta, sobretudo à que vive na Região Amazônica.

“Já tivemos muitas ideias de enfrentar a crise climática, a insegurança climática, as mudanças climáticas que afetam tanto quem vive nas cidades como quem trabalha nas áreas rurais e florestais. Mas essa COP talvez seja a última oportunidade que a gente tem e, se der certo, quem mais vai se beneficiar é a população que vive na Amazônia”, destaca.

“Hoje, o mundo movimenta cerca de 300 bilhões de dólares em produtos compatíveis com a floresta. E o Brasil, que tem a maior floresta tropical do planeta, participa com apenas 1% desse total. Isso mostra o tamanho da oportunidade que temos. Se conseguirmos ampliar a presença dos nossos produtos da biosocioeconomia e da floresta, podemos transformar a realidade da Amazônia. Em vez de movimentar cerca de 300 milhões de dólares, poderíamos gerar mais de 2 bilhões de dólares aqui na região”, complementa.

Entre as iniciativas, está a apresentação do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”. Nesse caso, o intuito da ApexBrasil é promover a internacionalização do setor e consolidar o país como líder mundial na produção de cafés especiais. A ideia é dar um destaque para ideias de sustentabilidade e para a qualidade que o segmento dispõe.  

Uma das atividades em questão é a degustação sensorial de cafés especiais nos espaços oficiais da COP30 - Pavilhões Brasil, zonas Azul e Verde.

A ação é desenvolvida pela Agência em parceria com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), com apoio do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) e a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS).

As exportações do café amazônico superam US$ 130 milhões. Os estados de Rondônia e Acre lideram o avanço desse produto, que alia tecnologia, sustentabilidade e alto potencial no mercado de cafés especiais.

“A Amazônia passa a ter um papel de protagonista nos cafés especiais. Entramos de vez no mapa mundial desse setor e, na COP, vamos mostrar isso para o mundo, levar café é também levar o sabor e a riqueza da Amazônia”, pontua Viana.

Outros projetos

Outra iniciativa da Agência em destaque é o programa Exporta Mais Amazônia – com a terceira edição realizada em outubro de 2025, em Rio Branco (AC). Ao todo, o evento contou com 25 compradores internacionais de 18 países e 76 empresas amazônicas de setores como açaí, café robusta amazônico, castanha-do-Brasil, frutas processadas, carnes e artesanato.

No total, foram efetivadas 337 reuniões bilaterais. Os encontros foram responsáveis por uma expectativa de negócios de R$ 101,5 milhões. Nas duas edições anteriores, o montante movimentado chegou a R$ 85 milhões.

Em novembro, o estado também recebeu a fase “Robusta Amazônico” do Exporta Mais Brasil: Cafés Especiais. O projeto somou 9 compradores, 34 produtores rurais vendedores, 47 amostras de café e R$ 14 milhões em negócios gerados. Desse valor, R$ 4,4 milhões foram realizados no próprio evento e R$ 9,4 milhões estão previstos para os próximos 12 meses.

Produtos em destaque

Além do café, outros produtos se destacam como itens com potencial para agregar valores econômicos e sustentáveis para a Amazônia, como é o caso do açaí e do cacau.

Presente em toda a região, o açaí, por exemplo, movimenta cadeias produtivas que envolvem milhares de famílias, principalmente no Pará e no Amapá. O item também tem papel estratégico na recuperação de áreas degradadas e na consolidação de sistemas agroflorestais (SAFs), que combinam produção e conservação.

Na avaliação de Jorge Viana, o açaí é um produto fundamental na agenda climática: “Com a COP30 no Brasil, teremos recursos inéditos para restauração florestal e sistemas agroflorestais. O açaí precisa estar no centro dessas políticas”, afirma.
 



Fonte: Brasil 61

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