segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Bebê de 28 dias é resgatada no Paraguai após sequestro no Brasil Ayla Emanuelly Pereira de Sousa foi raptada em Campo Grande (MS)

 Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional

10/08/2026 - 14:01
São Luís

Uma bebê com apenas 28 dias de vida foi resgatada por forças policiais do Paraguai e devolvida para o Brasil na madrugada do sábado para o domingo.

A pequena Ayla Emanuelly Pereira de Sousa havia sido sequestrada na última quinta-feira na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Segundo a investigação, uma mulher teria atraído a mãe da criança para sua residência, onde a bebê foi raptada.

Então, o estado do Mato Grosso do Sul utilizou pela primeira vez a ferramenta Amber Alert, disponibilizada pelo Ministério da Justiça para ampliar a divulgação de casos de crianças desaparecidas.

A operação de resgate aconteceu na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã, e foi coordenada entre as forças de segurança do Paraguai e do Brasil por meio do Comando Bipartite, uma cooperação internacional entre os dois países.

A pequena Ayla foi encaminhada para o hospital regional local, onde recebeu cuidados médicos antes de ser entregue às autoridades brasileiras.

Segundo a Polícia Nacional Paraguaia, no local do resgate, os agentes prenderam dois brasileiros, um homem e uma mulher.

Um deles é Alex Melo de Abreu, que tem mandado de prisão em aberto referente a uma condenação de 11 anos e meio por homicídio.

Alex usava documentos falsos, mas dados biométricos confirmaram a identidade verdadeira.

A outra pessoa detida, que não teve a identidade confirmada, também tinha antecedentes criminais no Brasil.

Os dois foram expulsos de volta sob o poder de autoridades de segurança.

A polícia investiga a participação de outras pessoas no sequestro da bebê recém-nascida. 

Anúncios e e-mails falsos tentam enganar quem busca renegociar dívidas Golpes usam imagens do governo e de empresas de forma indevida.

 Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional

10/08/2026 - 13:57
Rio de Janeiro
Uso de Smartphone e celular
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Anúncios e e-mails falsos estão sendo usados em fraudes contra quem busca renegociar dívidas. A informação é de um levantamento do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que flagrou 544 propagandas enganosas nas plataformas da Meta entre abril e junho deste ano. Desse total, 38% foram criadas com inteligência artificial. 

O estudo mostra, ainda, que 49% dos anúncios citavam o suposto programa "Libera Brasil", que não existe. E que 72% usavam de maneira indevida o nome e a imagem do governo e de marcas famosas dos setores financeiro e de comunicação para dar aspecto de veracidade às fraudes.

O Ministério da Fazenda faz um alerta à população sobre golpes aplicados por meio de anúncios falsos no Facebook, Instagram e WhatsApp. As publicações usam de forma indevida o nome e os símbolos do Governo Federal para iludir quem está interessado em quitar ou renegociar pendências financeiras, geralmente com o envio de links e mensagens pela internet.

Fica o aviso: a renegociação de dívidas acontece diretamente com os bancos. O governo não possui sites específicos para isso e não envia links, mensagens ou SMS.

Todas as orientações sobre renegociação estão disponíveis no portal e nos canais oficiais do Ministério da Fazenda.
 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Estatuto do Paciente reforça direitos básicos no atendimento de saúde Lei amplia autonomia e estabelece deveres nos serviços

 Pedro Lacerda - repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 09:19
Brasília
Recife (PE) 01/09/2025 - Cirurgias cardíacas infantis. Cirurgia no Imip. Foto: Igor Toscano/IMIP
© Igor Toscano/IMIP

Ser chamado pelo nome, entender o que está sendo receitado, saber por que um exame foi pedido: são situações simples, mas nem sempre respeitadas no dia a dia pelos serviços de saúde. Esse cuidado começa antes mesmo da chegada ao consultório: passa pelo segurança da portaria, pelo técnico administrativo do balcão, por quem faz a triagem, até chegar ao médico ou enfermeiro. É justamente esse fluxo completo, entre paciente e equipe de saúde, que uma lei recém-aprovada no Brasil passou a regular.

Desde abril, está em vigor o Estatuto dos Direitos do Paciente, que transforma a pessoa atendida em protagonista das decisões sobre o próprio tratamento e estabelece deveres para todos os envolvidos, tanto no SUS quanto na rede privada.

A diretora da Escola de Enfermagem da USP, a Universidade de São Paulo, professora Vilanice Alves de Araújo, explica que a autonomia do paciente passa a ser um ponto central na nova legislação.

"O que a gente verifica é que as principais mudanças que traz o Estatuto é que ele fortalece a autonomia do paciente, como princípio central desse Estatuto, ele garante o consentimento informado, que deixa de ser apenas a assinatura de um documento e passa a ser um processo de comunicação e assegura o direito à informação clara sobre diagnóstico, prognóstico, riscos, benefícios e alternativas terapêuticas".

Segundo a professora, a lei também garante ao paciente o acesso ao seu prontuário, o direito a uma segunda opinião médica, à presença de acompanhante e a cuidados paliativos no fim da vida. Até então, essas garantias estavam dispersas em normas isoladas e agora passam a valer de forma unificada em todo o país.

A pesquisadora Maristela Santini, especialista em direitos e segurança do paciente, explica que é a comunicação entre toda a equipe — não só entre médicos e enfermeiros — que garante, na prática, que essas conquistas saiam do papel.

"A comunicação tem que estar no nível entre os trabalhadores, dos trabalhadores com o paciente, trazendo ele aqui como um parceiro de cuidado e não como alguém que está hierarquicamente numa posição menor".

Falhas de comunicação, segundo a pesquisadora, estão entre as principais causas de erros na assistência à saúde. Já o paciente bem informado, mostram os estudos, adere melhor ao tratamento e participa mais das decisões sobre a própria saúde.

O Estatuto também impõe deveres. Pelo artigo 22 da lei, cabe ao paciente informar corretamente seu histórico de saúde, avisar sobre mudanças no tratamento e respeitar profissionais e demais usuários dos serviços. Para Maristela Santini, essa responsabilidade não se limita ao indivíduo: faltar a uma consulta marcada, por exemplo, tira a vaga de outro paciente que aguarda na fila de espera.

Segundo as duas pesquisadoras, o desafio agora é levar essa informação a quem ela interessa, ou seja, pacientes e também profissionais de saúde — e isso passa necessariamente pela comunicação.

Esse é o convite que a professora Vilanice Alves deixa aos ouvintes.

"Se você utiliza o SUS ou serviço de saúde privado, esse estatuto diz respeito diretamente a você ouvinte, ele vale para quem é atendido em uma unidade básica de saúde, em um hospital, em uma clínica, seja privado ou público, traz mais clareza sobre direitos, os seus direitos e também sobre suas responsabilidades como paciente ou usuário do serviço de saúde".

A violação dos direitos dos pacientes passa a ser tratada, pela primeira vez no Brasil, como uma questão de direitos humanos — não apenas uma disputa contratual entre paciente e serviço de saúde. Na prática, quem sentir que teve algum direito desrespeitado pode buscar a ouvidoria do próprio hospital, clínica ou plano de saúde — que agora são obrigados a manter esse canal — além de recorrer a órgãos como ANS, Procon ou os conselhos profissionais de saúde.

Tribunais eleitorais promovem campanha de combate à desinformação Ações educativas do TSE e TREs ocorrem durante a semana

 Gabriel Brum - Repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 09:06
Brasília

TSE - Tribunal Superior Eleitoral
Urna eletrônica
© Antonio Augusto/Ascom/TSE

Ações para combater desinformação e aproximar a população das urnas acontecem a partir desta segunda até domingo.

O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais vão realizar demonstrações da urna eletrônica, atividades educativas, visitas guiadas, campanhas e eventos abertos ao público.

O objetivo é fortalecer a confiança no sistema eletrônico de votação e estimular a participação cidadã, principalmente dos jovens.

Nesta segunda, um destaque da programação é a abertura de uma urna em uma escola da Capital Federal.

No decorrer da semana, uma campanha na internet, inclusive com o apoio de influenciadores digitais, vai tirar dúvidas e explicar como a eleição funciona.

Ainda estão previstas visita ao Museu do Voto e uma demonstração da urna na Rodoviária do Plano Piloto em Brasília, onde a população poderá testar o equipamento.

No próximo domingo, dia 9, para fechar as atividades, o TSE promove a Corrida pela Democracia para incentivar a participação da população.

As eleições gerais acontecem em outubro: dia 4 o primeiro turno e dia 25 o segundo turno, se houver.

Eleições: TSE divulga regras sobre arrecadação e prestação de contas Resolução traz mudanças nas doações e no financiamento de campanhas

 Gabriel Corrêa - repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 08:34
São Luís
17/06/2026 - Tribunal Superior Eleitoral - TSE . Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Justiça Eleitoral divulgou novas regras para a arrecadação e a prestação de contas nas Eleições Gerais de 2026, que acontecem daqui a dois meses.

Pela primeira vez, está permitido o uso de recursos de campanha na prevenção e combate à violência política, incluindo gastos com a proteção e segurança de candidatos.

Para doações feitas via Pix, não é mais necessária a emissão de recibo eleitoral; mas, a identificação do CPF do doador continua obrigatória.

É proibido o financiamento de campanhas eleitorais por meio de moedas virtuais, criptomoedas ou cartões pré-pagos.

Candidatos e partidos podem abrir contas de campanha de forma totalmente eletrônica, por meio de assinatura digital.

Doações recebidas por cartão de crédito ou financiamento coletivo devem ser informadas à Justiça Eleitoral em até 72 horas após o crédito.

Candidaturas de mulheres e pessoas negras devem receber, no mínimo, 30% cada, dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Para indígenas, o valor deve ser proporcional ao número de candidatos.

Além dessas mudanças, continua proibida a doação por parte de empresas e fontes estrangeiras.

Pessoas físicas podem doar até 10% dos rendimentos brutos referentes a 2025.

Para doações acima de R$ 1.064,10, é obrigatória a transferência eletrônica ou cheque nominal e cruzado.

Para doação de bens, o limite estimado é de até R$ 40 mil.

De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral, o descumprimento dessas normas pode resultar em multas de 100%, sobre o valor doado a mais para a campanha eleitoral, além de sanções por abuso de poder econômico.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

EUA prorrogam ordem de emergência nacional contra o Brasil Documento classifica o Brasil como ameaça incomum e extraordinária

 Gésio Passos - repórter da Rádio Nacional

28/07/2026 - 21:51
Brasília
U.S. President Donald Trump delivers remarks on tariffs in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Carlos Barria
© Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Os Estados Unidos prorrogaram por mais um ano a ordem de emergência nacional contra o Brasil, sem estabelecer medidas adicionais. O documento, de 30 de julho do ano passado, classifica o nosso país como uma "ameaça incomum e extraordinária".

A época da publicação da ordem, os Estados Unidos acusaram o Brasil de supostamente violar a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos e residentes nesse país. Além disso, o governo de Donald Trump afirmou que o governo brasileiro país atuava para que plataformas online censurassem contas de pessoas que estão fora da jurisdição brasileira e para que essas empresas adotassem políticas de moderação que não condizem com a liberdade de expressão.

O documento também dizia que o Brasil fazia uma suposta perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão por comandar uma tentativa de golpe de Estado no país.

Os Estados Unidos afirmam ainda que as ações do governo brasileiro ameaçariam a segurança, a política externa e a economia norte-americana.

Essa ordem executiva permitiu ao presidente Donald Trump a adoção de medidas contra o Brasil. No ano passado, quando o documento começou a valer, os Estados Unidos determinaram uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros. Mas a taxa acabou deixando de vigorar em fevereiro, após a suprema corte norte-americana decidir que Trump não poderia impor tarifas contra qualquer país por meio de uma lei de emergência sem aprovação do Congresso.

Na época, o presidente Lula afirmou que o Brasil é um país soberano com instituições independentes e que não aceitaria ser tutelado por ninguém. Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal afirmou que o julgamento de Bolsonaro ainda estava em curso e que a corte trataria o caso com independência e com base nas evidências do processo.

Prazo de adesão ao Programa Desenrola 2.0 é prorrogado Agora, prazo final para renegociar dívidas é 31 de agosto de 2026

 Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional

29/07/2026 - 09:09
São Luís
10/07/2026 - Brasília - dinheiro, moeda, real, reais, cédula, cédulas, nota, notas, moeda brasileira, dinheiro brasileiro, inflação, inflação alta, deflação, economia, economia brasileira, mercado, mercado financeiro, finanças, finanças pessoais, orçamento, orçamento doméstico, renda, renda familiar, salário, salário mínimo, remuneração, vencimento, pagamento, poder de compra, custo de vida, custo dos alimentos, aumento de preços, alta dos preços, carestia, desvalorização, valorização, perda do poder de compra, crise econômica, recessão, crescimento econômico, consumo, consumidor, compras, supermercado, cesta básica, despesas, gastos, contas, contas a pagar, boletos, dívida, dívidas, endividamento, inadimplência, poupança, economia doméstica, investimento, investimentos, aplicações financeiras, juros, taxa de juros, taxa Selic, Banco Central, crédito, empréstimo, financiamento, cartão de crédito, débito, PIX, transferência bancária, banco, instituição financeira, orçamento familiar, planejamento financeiro, reserva de emergência, patrimônio, riqueza, patrimônio líquido, capital, capital financeiro, lucro, prejuízo, receita, despesa, balanço financeiro, impostos, tributos, tributação, imposto de renda, arrecadação, arrecadação fiscal, carga tributária, imposto, taxa, tarifas, câmbio, dólar, euro, cotação, câmbio flutuante, desvalorização cambial, valorização cambial, moeda estrangeira, inflação acumulada, índice de preços, IPCA, INPC, IGP-M, poder aquisitivo, renda per capita, desenvolvimento econômico, estabilidade econômica, política monetária, política fiscal, oferta, demanda, produtividade, consumo consciente, educação financeira, planejamento financeiro, equilíbrio financeiro, independência financeira, riqueza, prosperidade, orçamento público, gastos públicos, contas públicas, déficit, superávit, tesouro nacional, moeda forte, moeda fraca, liquidez, circulação de dinheiro, s
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Mais tempo para renegociar as dívidas. O prazo do Programa Desenrola 2.0 foi estendido até o final de agosto.

A medida foi anunciada nesta terça-feira. O programa venceria na próxima semana, mas o novo período de vigência vai até o dia 31 do próximo mês.

Com a prorrogação, consumidores com pendências financeiras terão cerca de mais um mês para regularizar a situação junto às instituições bancárias, explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan:

"Esse prazo adicional vai ser importante inclusive para que as pessoas que hoje estão tentando acessar os programas de moto, de carro, para trocar sua moto, trocar seu carro, possam resolver eventuais pendências que têm nos bancos, previamente, que é usar o Desenrola para depois se enquadrar nas condições para as operações de carro e moto também poderem fazer jus a essas obrigações", diz. 

Ainda de acordo com Durigan, a extensão do cronograma não demanda novos recursos do Fundo de Garantia de Operações, ou seja, do ponto de vista fiscal ou impacto direto ao Tesouro Nacional, não gera mais custos:

"E isso não demandará novos aportes ao FGO, então é sem custo adicional do ponto de vista fiscal. E as condições do programa, elas se mantêm as mesmas do que foi originalmente anunciado, então, portanto, não tem nenhuma restrição, eh, ou ampliação ou alteração com relação ao que a gente apresentou no novo Desenrola Brasil originalmente", aponta.

Até agora, mais de 9 milhões de famílias foram atendidas pelo programa. 2,5 milhões renegociaram as dívidas bancárias com pagamento à vista.

Mais de 1,5 milhão optaram pelo parcelamento. E 5 milhões de pessoas tiveram o nome de inadimplentes retirado por causa de débitos de pequeno valor, embora a dívida continue para renegociação futura.

A expectativa é que, com o mês adicional de prazo, o total de beneficiários do Desenrola chegue a 10 milhões. A publicação oficial da nova data-limite deve ser feita até sexta-feira.

Bebê de 28 dias é resgatada no Paraguai após sequestro no Brasil Ayla Emanuelly Pereira de Sousa foi raptada em Campo Grande (MS)

  Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional 10/08/2026 - 14:01 São Luís Uma bebê com apenas 28 dias de vida foi resgatada por forças polic...

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