Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou que o julgamento dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips seja transferido de Tabatinga, no interior do Amazonas, para a capital, Manaus.

O pedido de mudança do local do Tribunal do Júri foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). O indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, foram mortos a tiros no dia 5 de junho de 2022, no município de Atalaia do Norte (AM).
Eles visitavam comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.
Os dois desapareceram no trajeto entre a comunidade São Rafael e Atalaia do Norte. Os corpos foram encontrados 10 dias depois, enterrados em uma área de mata fechada.
Segurança e imparcialidade
No recurso apresentado em julho, o procurador da República em Tabatinga, Guilherme Diego Rodrigues Leal, argumentou que manter o julgamento na cidade, que tem cerca de 60 mil habitantes e fica a mais de 1.100 quilômetros de Manaus, poderia tornar o processo mais lento.
Além disso, segundo o Ministério Público Federal, existem riscos para a segurança dos envolvidos e o possível comprometimento da imparcialidade dos jurados, caso o julgamento ocorresse em Tabatinga.
A ação penal envolve um contexto de conflito entre pescadores e indígenas pela exploração de recursos naturais na região.
Com a decisão do tribunal, os processos contra os acusados de executar o crime voltam a tramitar separadamente, o que pode dar mais agilidade ao julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados pelo MPF como executores.
Ainda não há data definida para a realização do júri.


















