quarta-feira, 20 de maio de 2026

Viva Maria alerta para perda do habitat das abelhas em Belterra (PA) João do Mel destaca que a produção do mel caiu na cidade

 Mara Régia - apresentadora do Viva Maria

20/05/2026 - 07:45
Brasília
Abelha, Flor, bertholletia
© Marcelo Casimiro Cavalcante/Rebipp

No Dia Mundial das Abelhas, Viva Maria conversa com João do Mel, conhecido pela atuação na meliponicultura e na defesa da preservação ambiental.

João do Mel vive em uma área cercada por lavouras de soja e relata mudanças ambientais observadas ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, a produção de mel caiu drasticamente após a expansão agrícola em Belterra, no Pará.

“Há 20 anos, uma abelha produzia de seis a sete quilos de mel. Hoje não produz meio quilo. O veneno atinge o pasto baixo e o pasto alto. Vem pelo vento e pela chuva”, afirma.

Além dos agrotóxicos utilizados nas plantações, o desmatamento e as queimadas são fatores que contribuem para a perda de habitat das abelhas e de outros polinizadores.

João do Mel destaca a importância das abelhas com e sem ferrão, além dos polinizadores solitários, para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola. Segundo ele, muitas espécies desempenham funções específicas na polinização de flores e culturas alimentares.

O criador afirma que chegou a manter mais de mil caixas de abelhas e que parte da produção era reservada para alimentar as colmeias durante o período de inverno.

Confira o programa no player.

Brasil atingiu o menor patamar de bebês que não foram registrados Em 2024, a taxa de sub-registro de nascimentos ficou em 0,95%.

 Cristiane Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional no Rio de Janeiro

20/05/2026 - 10:18
Rio de Janeiro
Certidão de Nascimento
© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Brasil atingiu em 2024 o menor patamar de bebês que não foram registrados no período em que a lei determina, de até um ano e 90 dias após o parto. A taxa de sub-registro de nascimento ficou em 0,95%, a menor da série histórica da pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos, iniciada em 2015. O levantamento, feito pelo IBGE, alcançou naquele ano 4,21%.

De acordo com os novos dados, divulgados nesta quarta-feira (20), em 2024 foram feitos quase 2.370.000 registros nos cartórios civis. Neste mesmo ano, cerca de 22.900 crianças ficaram sem identidade legal, com efeito direto na falta de acesso a serviços básicos essenciais, como saúde, educação e programas sociais.

O índice de sub-registro apresenta tendência de queda desde 2015, com exceção de 2020, ano da eclosão da pandemia de covid-19, quando a sociedade enfrentou medidas de isolamento social e controle sanitário.

Para Jailson Nogueira Assis, um dos responsáveis pela pesquisa, a queda pode ser explicada por um conjunto de ações, como campanhas do governo federal e a lei que leva cartórios a locais próximos da população.

“Tais como a instalação de unidades interligadas de registro civil em maternidades e hospitais também. Ou seja, logo após o parto, o pai já pode providenciar o registro de nascimento dentro do hospital ou da maternidade. Então, isso é um fator que vem propiciando essa queda. Também outras medidas, como a gratuidade da emissão de certidões de nascimento, realização de mutirões de regularização para documentos e também uma integração de sistemas informatizados entre cartórios e estabelecimentos de saúde”. 

O sub-registro, ainda com base na pesquisa, foi mais comum no caso de jovens mães, principalmente aquelas menores de 15 anos, com taxa de 6,10%.

Entre as regiões, o maior percentual de sub-registro de nascimentos, de 3,53%, foi no Norte do país, devido à dificuldade de acesso aos cartórios; enquanto o menor, de 0,25% ficou na região Sul.

Sobre a sub-notificação de mortes em 2024, a taxa alcançou 3,40%, a terceira menor da série histórica. Já a maior, de 10,80%, foi verificada entre as crianças com menos de um ano de idade. Novamente, o Norte do país ficou na frente, com taxa de 11,36%, e o Sudeste teve a menor: 0,76%.

Para José Eduardo Trindade, também responsável pela pesquisa, esses dados apontam o desinteresse das famílias em registrar os óbitos, principalmente devido a longas distâncias.

“Uma das principais é porque essa criança não vai deixar uma herança, não vai deixar nenhuma coisa de valor. Então, principalmente, acredita-se que em regiões mais remotas acaba que a própria família acaba enterrando às vezes a criança no quintal e não fazendo a notificação, não fazendo o registro civil. Então isso é péssimo para as estatísticas e precisa realmente a gente ter às vezes, como teve em campanhas passadas no Ministério da Saúde, busca ativa para conseguir entender a magnitude dessa subnotificação”.

No Brasil, a emissão da primeira via das certidões de nascimento e de óbito é gratuita, o que deveria estimular esses registros.
 

terça-feira, 19 de maio de 2026

Internações por doenças intestinais cresceram mais de 60% no Brasil O número saltou de 15 mil registros, em 2015, para 24 mil, em 2024.

 Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional

19/05/2026 - 08:53
Rio de Janeiro
Stress e sindrome dell'intestino irritabile: il legame è strettissimo
© Reuters/Cover Media/Direitos reservados

Em dez anos, as internações por doenças inflamatórias intestinais cresceram mais de 60% no Brasil. O número saltou de pouco menos de 15 mil registros, em 2015, para quase 24 mil internações, em 2024. Os dados são da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. O aumento acende um alerta durante o Maio Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre essas doenças, que ainda não têm cura, e exigem acompanhamento contínuo. A principal mensagem é a importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento adequado, como explica o coloproctologista Danilo Muñoz. 

“Tem paciente que convive com isso por meses, às vezes anos, achando que é algo da alimentação ou do estresse. E esse atraso no diagnóstico pode levar a complicações,  internações e até necessidade de cirurgia. A gente tem observado um aumento expressivo nas internações por essas doenças no Brasil nos últimos anos. Além do impacto físico, existe também um impacto muito importante na qualidade de vida. São doenças que podem interferir no trabalho, na vida social e até na saúde emocional”. 

As doenças inflamatórias e intestinais mais comuns são a doença de Crohn e a retrocolite ulcerativa. As duas atingem o sistema digestivo, provocam inflamação crônica e costumam alternar períodos de crise e de melhora. O problema é que no início os sinais podem ser confundidos com outras condições, o que atrasa o diagnóstico e limita as opções de tratamento. Foi isso que aconteceu com o servidor público Fábio Viana. Ele começou com uma fissura anal, passou por cirurgia e cauterização, mas não apresentou melhora. Só após buscar uma segunda opinião médica e realizar uma investigação mais detalhada, incluindo exames para doenças infecciosas, veio o diagnóstico correto. 

Hoje, Fábio aguarda na fila para receber a medicação, que tem custo elevado. Em alguns casos, os remédios usados no tratamento da doença de Crohn podem chegar a quase R$ 40 mil por frasco, o que dificulta o acesso para muitos pacientes.  

“Eu estou na espera pelo medicamento que controla a doença. Como ela é autoimune, só é possível tratar ela, não posso... ela não tem cura. Então, eu acabei entrando na farmácia de alto custo do DF, porém tem demorado bastante, o que mantém a crise que eu estou no momento e a doença continua agravando”. 

A doença de Crohn pode comprometer qualquer parte do tubo digestivo, da boca ao ânus. Já a retocolite ulcerativa atinge apenas o intestino grosso. Apesar dessas diferenças, os impactos no dia a dia são semelhantes. Dor abdominal,  diarreia frequente, sangramentos e cansaço intenso afetam a rotina, o trabalho,  os relacionamentos e a qualidade de vida.  Especialistas reforçam que informação, diagnóstico precoce e tratamento adequado fazem toda a diferença. 
 

CCJ volta a discutir redução da maioridade penal nesta terça-feira Proposta semelhante já tinha sido engavetada pelo Senado

 Priscilla Mazenotti - repórter da Rádio Nacional

19/05/2026 - 13:11
Brasília
Brasília-DF – 22/04/2026 – CCJ da Câmara vota PEC que reduz jornada de trabalho a 36h semanais em 10 anos.
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/Agência Brasil.

A redução da maioridade penal está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara nesta terça-feira (19). E com possibilidade de votação do parecer do deputado Coronel Assis (PL-MT), favorável à redução de 18 para 16 anos.

Por enquanto, o que se discute são os aspectos constitucionais, ou seja, se cabe na Constituição Federal tratar desse assunto ou não.

As organizações, entidades, e o próprio Ministério dos Direitos Humanos são contra a redução. Dizem que é uma cláusula pétrea, ou seja, é um direito fundamental que não pode ser reduzido. Também argumentam que essa não é a melhor forma de enfrentar a violência, que essa é uma discussão mais abrangente que envolve diversos fatores, como políticas públicas.

▶️ Ouça mais: Ministra defende aplicação do ECA em vez de reduzir maioridade penal

A Câmara já tinha aprovado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) semelhante e que foi engavetada pelo Senado. E é o texto dessa PEC que o relator retomou, reduzindo a maioridade para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

A matéria diz ainda que a pena dos jovens de 16 e 17 anos condenados seja cumprida em estabelecimento separado dos menores e dos maiores de 18.

PEC 6x1

Enquanto a CCJ analisa essa proposta, na Comissão Especial da PEC 6x1, estará em debate os últimos ajustes ao relatório da proposta que acaba com essa escala de seis dias trabalhados para um de folga, sem redução de salário.

O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) deverá ser apresentado nesta quarta-feira. Na tarde desta terça, o assunto vai ser discutido com centrais sindicais. No fim do dia, o relator e o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), se reúnem com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para afinar os detalhes.

A previsão de votação na Comissão continua mantida para a próxima terça-feira, dia 26.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

PEC da escala 6x1: audiência e parecer do relator marcam a semana Tempo de transição para uma nova regra é um dos pontos de impasse

 Priscilla Mazenotti - repórter da Rádio Nacional

18/05/2026 - 11:59
Brasília
Brasília – DF – 13/05/2026 –  Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1 para ouvir o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.  Foto Lula Marques/Agência Brasil
© Lula Marques/Agência Brasil.

Semana decisiva para a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala de trabalho 6x1. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos - BA), deve apresentar o relatório na quarta-feira (20).

O combinado na Câmara é que o relatório seja votado na comissão especial na semana que vem, dia 26; no dia seguinte, vai para votação em plenário.

O prazo para apresentação de emendas acabou na última sexta-feira. As duas apresentadas tratam do mesmo assunto, regra de transição, e são dos deputados do PP Sérgio Turra e Tião Medeiros.

Essas emendas querem uma regra de transição de dez anos. Justamente o que o governo e as categorias de trabalhadores já disseram que não topam.

▶️ Acompanhe a cobertura da Radioagência Nacional sobre a escala 6x1

O presidente da comissão especial, deputado Alencar Santana (PT-SP), quer que essa transição seja a mais rápida possível. O relator, Leo Prates, tem dito que é preciso encontrar um meio termo.

Esse assunto deverá ser discutido ainda nesta segunda-feira (18) com o presidente da Câmara, Hugo Motta.

E nesta terça-feira tem audiência pública. O assunto vai ser discutido com as representações sindicais, como CUT, Central Sindical, UGT e outras.

Geral Combate ao abuso infantil: Viva Maria relembra caso Araceli Menina de 8 anos foi sequestrada e teve corpo carbonizado

 Mara Régia - apresentadora do Viva Maria

18/05/2026 - 09:15
Brasília
Brasília (DF), 11/03/2025 - Arte Banner Viva Maria. Arte/Agência Brasil
© Arte/Agência Brasil

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o Viva Maria relembra o caso Araceli, ocorrido em 18 de maio de 1973, em Vitória, no Espírito Santo.

Na ocasião, Araceli, de 8 anos, foi sequestrada, drogada, violentada, assassinada e teve o corpo carbonizado por adolescentes de classe média da cidade. Os acusados pelo crime não foram condenados.

O programa destaca a flor amarela como símbolo da mobilização nacional em defesa da infância e da adolescência.

Viva Maria também homenageia a memória da assistente social Neide Castanha, já falecida, referência histórica na defesa dos direitos humanos e parceira de muitas lutas do programa.

Em conversa com Mara Régia, a atriz, diretora de teatro e arte-educadora Maria Rita Freire da Costa relembra experiências vividas ao lado de Neide na Colmeia, em Brasília, e revive a emoção da apresentação da peça O Acórdão dos Bonecos no auditório da Rádio Nacional.

O programa encerra com um chamado à responsabilidade coletiva diante das violações que ainda atingem milhares de crianças e adolescentes no Brasil.

Aplicativo do Bolsa Família ganha novas funções a partir desta segunda Beneficiários também podem acessar outros programas do governo

 Cristiane Ribeiro - Repórter da Rádio Nacional

18/05/2026 - 09:29
Rio de Janeiro
Brasília (DF) -- Novo cartão Bolsa Família 2023. Foto: MDAS/Divulgação
© MDAS/Divulgação

O aplicativo do Bolsa Família está de cara nova e a partir desta segunda-feira (18) os mais de 19 milhões de beneficiários poderão consultar informações detalhadas sobre a situação do benefício, a composição dos pagamentos e eventuais ocorrências relacionadas ao cadastro.

A modernização também permite identificar pendências que precisam ser regularizadas, bloqueio do benefício e acesso a outros programas do governo federal.

O aplicativo ainda recebeu aprimoramentos de acessibilidade, tornando-se compatível com leitores de tela, além de contar com uma navegação mais simples e intuitiva.

As funções já existentes, como o extrato de pagamento, mensagens do programa e o calendário de repasses, também foram melhoradas.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, não será necessário baixar um novo aplicativo. Uma mensagem de atualização irá aparecer para o usuário e as novas funções estarão disponíveis ao atualizar o aplicativo do Bolsa Família. Por enquanto, apenas os beneficiários que tenham telefone com sistema operacional Android vão conseguir fazer a atualização.

Outra novidade, é que no próximo dia 27, a pasta lança um site exclusivo do Bolsa Família, reunindo conteúdos sobre calendário de pagamentos, acesso ao benefício, regras do programa, canais de atendimento, perguntas frequentes e orientações para as famílias atendidas.

Viva Maria alerta para perda do habitat das abelhas em Belterra (PA) João do Mel destaca que a produção do mel caiu na cidade

  Mara Régia - apresentadora do Viva Maria 20/05/2026 - 07:45 Brasília © Marcelo Casimiro Cavalcante/Rebipp No Dia Mundial das Abelhas, Viva...

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