sábado, 16 de maio de 2026

Desenrola Fies registra R$ 1 bilhão renegociados em apenas um dia Estudantes com débitos podem negociar as dívidas até 31 de dezembro

 

Fundo de Financiamento Estudantil,Fies
© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Desenrola Fies renegociou, em apenas um dia, mais de R$ 1 bilhão. A iniciativa permite que dívidas do Fies, Fundo de Financiamento Estudantil, em atraso sejam negociadas para possibilitar a quitação dos débitos.

Pode participar da iniciativa, quem teve o contrato do Fies assinado até 2017.

O Brasil está com 1 milhão de acordos em atraso, com saldo devedor alcançando R$ 83 bilhões.

São Paulo é o estado com o maior número de contratos atrasados, 264 mil, com saldo devedor de quase R$ 16 bilhões; seguido de Minas Gerais com 113 mil e saldo devedor em R$ 10 bilhões; e Bahia com 85 mil contratos em atraso com saldo devedor em R$ 6 bilhões.

Quem está inadimplente há 5 anos e inscrito no CadÚnico pode negociar o débito com desconto de até 99% do valor total consolidado. Enquanto os demais estudantes inscritos no CadÚnico podem quitar o débito com 92% de desconto.

Já aqueles que não fazem parte do CadÚnico terão desconto de até 77%.

Os estudantes podem renegociar os débitos até 31 de dezembro, pelos canais digitais do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.

* Com supervisão de Roberta Lopes

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Matrículas no ensino superior dobraram desde a virada do milênio Desafios de acesso desigual e gratuidade permanecem, segundo a Unesco

 Madson Euler - Repórter da Rádio Nacional

15/05/2026 - 13:00
São Luís
Brasília - Incluída no rodízio de abastecimento do DF, a Universidade de Brasília (UnB) está tomando medidas para reduzir o consumo de água, como adiar o início das aulas no principal campus da instituição em função do racionamento (Fabio
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Apesar do número de estudantes matriculados no ensino superior ter mais que dobrado nas últimas duas décadas em todo mundo, segundo a Unesco, um outro dado dentro do mesmo recorte chama atenção: o acesso à educação superior continua desigual, seja pela região do planeta, seja pela gratuidade para acessar o conhecimento acadêmico.

Em 25 anos, as instituições de ensino superior passaram de 100 milhões de jovens entre 18 e 24 anos matriculados, em 2000, para 269 milhões, em 2024. Os dados são do Relatório Global de Tendências do Ensino Superior divulgado esta semana pela Unesco, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura,

Mas o levantamento, que reuniu dados de 146 países, também revela que frente a este aumento no acesso às universidades, o cenário de disparidade regional no número de universitários é grande. 80% dos jovens na Europa Ocidental e na América do Norte estão matriculados no ensino superior, seguidos por 59% na América Latina e Caribe, enquanto apenas 37% nos Estados Árabes, 30% no Sul e Oeste da Ásia e apenas 9% na África subsaariana estavam matriculados no ensino superior.

Outro dado da pesquisa trata do estudo privado e público. As instituições particulares continuam a representar um terço das matrículas globais, com a maior percentagem na América Latina e Caribe. No Brasil, especificamente, o desequilíbrio entre público e privado é ainda maior, demonstrando a necessidade de investimentos no setor, para que o conhecimento universitário seja acessado gratuitamente: 4 em cada 5 universitários brasileiros frequentam instituições privadas, ou seja, precisam pagar para conseguir o diploma universitário.

O relatório também traz a questão de gênero no ensino superior. Nesse caso, há dados a serem festejados e obstáculos para serem transpostos. Em 2024, o número de mulheres inscritas no ensino superior foi maior ao número de homens, numa relação de 114 mulheres matriculadas por cada 100 homens. A paridade de gênero foi alcançada em todas as regiões do globo, à exceção de África. Contudo, o documento destaca que as mulheres continuam sub representadas nos cursos de doutorado e ocupam apenas cerca de um quarto dos cargos de liderança acadêmica.

Os dados completos do Relatório Global de Tendências do Ensino Superior podem ser acessados no endereço unesco.org.

Operação Ágatha neutraliza 60 dragas de garimpo ilegal na Amazônia Ação teve Forças Armadas, órgãos de segurança e fiscalização ambiental

 Priscila Veras - Rádio Encontro das Águas

15/05/2026 - 14:12
Manaus
PF e ICMBio desativam garimpos ilegais que ameaçavam linhas de transmissão de energia no Pará. Foto: Polícia Federal/Divulgação
© Polícia Federal/divulgação

Operação Ágatha 2026 foi concluída com mais de 60 dragas de garimpo ilegal neutralizadas na Amazônia. Balanço final da ação foi apresentado em Manaus pelo Comando Conjunto Árpia. A operação ocorreu entre os dias 6 de abril e 13 de maio, reunindo militares das Forças Armadas e agentes de órgãos de segurança e fiscalização ambiental.

As ações tiveram como foco o combate ao garimpo ilegal, crimes ambientais e atividades criminosas em áreas de fronteira e regiões ribeirinhas da Amazônia. Segundo o Comando Conjunto Árpia, além das dragas destruídas ou inutilizadas, foram apreendidos combustíveis, motores, armamento, munições e outros equipamentos usados pelos garimpeiros ilegais.

As equipes também realizaram inspeções fluviais e patrulhamento em áreas consideradas estratégicas. As autoridades destacam que a operação teve impacto direto na redução dos danos ambientais causados pela atividade clandestina, especialmente pela contaminação dos rios e pelo desmatamento provocado pelo garimpo ilegal.

A Operação Ágatha faz parte das ações permanentes de proteção das fronteiras e de combate aos crimes transnacionais na região amazônica.

sábado, 2 de maio de 2026

Por mais tempo de descanso e para a família, trabalhadores marcham “Quero que essa escala escrava acabe", diz gari sobre escala 6x1

 Sarah Quines* - repórter da Rádio Nacional

01/05/2026 - 20:32
São Paulo
São Paulo (SP), 01/05/2026 - Ato contra a escala 6x1.
Foto: Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil
© Letycia Treitero Kawada/Agência Brasil

Neste feriado de 1º de maio, atos espalhados pelo país foram marcados pela defesa do fim da escala 6x1. A redução da jornada de trabalho, sem corte no salário, é uma das principais pautas defendidas pelos trabalhadores. 

Na capital paulista, a manifestação aconteceu na manhã desta sexta-feira na Praça Roosevelt, e reuniu trabalhadores que lutam para ter mais tempo de descanso e para a família. O Luiz Claudio Pereira tem uma empresa de assessoria aduaneira e conta que seus funcionários já trabalham em regime 5x2.

“Entendo que é um benefício para todos os trabalhadores. Eu luto por isso, penso que todos têm esse direito. Tenho certeza de que isso será um ganho para a população. Ter io direito de ter um descanso melhor, ter mais tempo para família, resolver os problemas do dia a dia”.

O Manoel José dos Santos é gari e trabalha há quase 40 anos tendo apenas um dia na semana de folga. Ele participou do ato em defesa do fim da escala 6x1.

“Eu quero que essa escala escrava acabe. Que o governo dê uma escala maior, pra gente ter mais descanso, tempo de ficar com nossos filhos...

Em Brasília, a mobilização organizada pelas centrais sindicais aconteceu no Eixão pela manhã. No Rio de Janeiro, o ato dos trabalhadores teve como ponto de partida o posto 5 em Copacabana durante a tarde.

Em Manaus, o ato organizado pelos movimentos sociais aconteceu no Largo de São Sebastião e em Salvador, a concentração foi no Farol da Barra.

Outros eventos espalhados pelo país seguem ao longo desta noite: em Curitiba, o Festival Cultural pelo fim da escala 6x1 acontece no Pátio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná; em Porto Alegre, o Festival dos Trabalhadores segue até às 22h na Casa do Gaúcho e conta com show de Chico Chico. Em Cuiabá, o terceiro samba da classe trabalhadora acontece na Praça da Mandioca a partir das 19h.

O fim da jornada 6x1 está em tramitação no Congresso Nacional em propostas de emenda à constituição e também no projeto de lei enviado pelo presidente Lula em caráter de urgência. O texto prevê a redução da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial.

*Com colaboração de Dimas Soldi

terça-feira, 14 de abril de 2026

Maradona: começa novo julgamento de equipe médica acusada de homicídio Promotoria alega que profissionais não seguiram os protocolos médicos

 Gabriel Correa - repórter da Rádio Nacional

14/04/2026 - 15:35
São Luís
Foto de Diego Maradona na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai
26/11/2020
REUTERS/Jorge Adorno
© REUTERS/Jorge Adorno/Proibida reprodução

Começou, nesta terça-feira (14), um novo julgamento sobre a morte do craque argentino Diego Armando Maradona. Sete pessoas que trabalharam na equipe médica do jogador de futebol são acusadas ​​de homicídio.

O caso voltou a ser julgado em um tribunal em San Isidro, perto de Buenos Aires, cerca de um ano depois de ter sido arquivado.

As audiências vão ser realizadas duas vezes por semana, às terças e quintas, de acordo com a imprensa argentina. De uma lista inicial com mais de 200 testemunhas, as partes concordaram que 92 pessoas serão ouvidas sobre a acusação de negligência da equipe médica na morte de Maradona.

Figura onipresente na nação argentina, Maradona morreu em 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro.

Os réus acusados de homicídio são: um psiquiatra, o neurocirurgião, o psicólogo, dois médicos, o enfermeiro e o enfermeiro-chefe. Outra enfermeira será julgada em separado, sem data ainda definida, segundo a Agência Reuters.

Em março do ano passado, o primeiro julgamento foi anulado depois que uma dentre os três juízes, Julieta Makintach, renunciou por violação ética. Ela havia sido entrevistada por uma equipe do documentário "Justiça Divina", nos corredores do tribunal de Buenos Aires e em seu gabinete, o que viola as regras judiciais.

Naquele primeiro julgamento, a promotoria argumentou que os profissionais não seguiram os protocolos médicos de tratamento. Já a defesa argumentou que a morte do jogador era inevitável, devido a problemas de saúde ao longo dos anos. Os réus podem ser condenados a penas de prisão de 8 a 25 anos.

Diego Armando Maradona está marcado na história do futebol mundial, principalmente por seu desempenho com as cores da Argentina e do clube italiano Napoli. Ele ajudou seu país a conquistar a Copa do Mundo de 1986, marcando gols inesquecíveis ao longo da campanha vitoriosa.

 

Prefeito de Cabedelo (PB), eleito no domingo, é afastado do cargo Edvaldo Neto é investigado por envolvimento com facção criminosa

 Madson Euler - repórter da Rádio Nacional

14/04/2026 - 17:39
São Luís
Cabedelo (PB), 14/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Evaldo Neto, eleito prefeito de Cabedelo. Foto: Câmara de Vereadores de Cabedelo/Divulgação
© Câmara de Vereadores de Cabedelo/Divulgação

Menos de 48 horas após ser confirmado como novo prefeito de Cabedelo, na Paraíba, Edvaldo Neto, do Avante, é afastado por decisão judicial. 

Ele é um dos alvos de uma operação realizada pelo Ministério Público da Paraíba, Polícia Federal e Controladoria Geral da União. A operação investiga a atuação de uma organização criminosa que realizava fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e até o financiamento de uma facção criminosa com atuação na cidade de Cabedelo, localizada na região metropolitana de João Pessoa.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. Além do afastamento do recém eleito prefeito, foi determinado também o afastamento de outros servidores públicos para aprofundar e preservar as investigações e impedir a continuidade das condutas criminosas. 

Edvaldo Neto foi eleito prefeito de Cabedelo no último domingo nas eleições suplementares do município. Ele já ocupava a função interinamente desde dezembro do ano passado após o então prefeito André Coutinho, também do Avante, ter o mandato cassado por abuso de poder político e econômico, compra de votos, e suposto envolvimento com uma facção criminosa. 

Em nota, a defesa do Prefeito Edvaldo Neto disse que o afastamento é uma medida de natureza provisória. A nota defende que o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facções criminosas, que é inocente e que, com a apuração dos fatos, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.

 

Investigação 

O grupo é investigado por contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de membros da facção em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula municipal, empresários e integrantes de organização criminosa que agiam para dar continuidade a contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, com movimentações que podem chegar a R$270 milhões. 

A investigação segue em andamento e os investigados podem responder pelos crimes de fraude no processo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.  

Por que sentimos sono depois do almoço? Tempo de descanso de má qualidade e hormônios influenciam

 Joalva Moraes – Repórter da Rádio Educadora de Salvador

14/04/2026 - 16:50
Salvador
Criança amazonense no embalo da rede.
© Divulgação/Caminhos da Reportagem

Especialistas explicam que é normal sentir sono após a refeição e que este estado de sonolência é chamado cientificamente de letargia pós-prandial. A diretora regional da Bahia da Associação Brasileira do Sono, Andreia Barral, diz que esta sonolência é comum quando a pessoa não está dormindo bem e com qualidade:

"Se a pessoa dorme a quantidade necessária de sono específica para sua idade e com qualidade, na grande maioria das vezes ela não vai sentir sono durante o dia. Então, mesmo que a situação seja monótona, ela não vai sentir sono. A pessoa sente sono quando ela está devendo sono. Então, se ela está dormindo menos, se ela tem o que a gente chama de privação de sono, ou seja, se vai dormindo um pouquinho a menos a cada dia. Então, numa situação mais monótona, você vai ter essa vontade de cochilar. Então, tem pessoas que cochilam na frente da televisão, mesmo com luz, com estímulo, e tem pessoas que precisam de um ambiente mais monótono para cochilar."

A médica também acrescenta que, além da qualidade do sono, uma outra causa para a sonolência após o almoço pode ser por conta de questões hormonais:

"A gente libera substâncias que ajudam na indução do sono. E se a pessoa tem uma rotina mais regular de sono, mais ou menos 12 horas depois da média daquele sono da pessoa — na grande maioria das vezes depois do almoço, por exemplo — ela pode ter um estímulo maior para essa sonolência. Uma redução da temperatura corporal que acaba liberando esse estímulo para o soninho depois do almoço com o estômago cheio. Então tem uma questão hormonal associada também."

Desenrola Fies registra R$ 1 bilhão renegociados em apenas um dia Estudantes com débitos podem negociar as dívidas até 31 de dezembro

  © Marcello Casal JrAgência Brasil O Desenrola Fies renegociou, em apenas um dia, mais de R$ 1 bilhão. A iniciativa permite que dívidas do ...

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