terça-feira, 14 de abril de 2026

Maradona: começa novo julgamento de equipe médica acusada de homicídio Promotoria alega que profissionais não seguiram os protocolos médicos

 Gabriel Correa - repórter da Rádio Nacional

14/04/2026 - 15:35
São Luís
Foto de Diego Maradona na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai
26/11/2020
REUTERS/Jorge Adorno
© REUTERS/Jorge Adorno/Proibida reprodução

Começou, nesta terça-feira (14), um novo julgamento sobre a morte do craque argentino Diego Armando Maradona. Sete pessoas que trabalharam na equipe médica do jogador de futebol são acusadas ​​de homicídio.

O caso voltou a ser julgado em um tribunal em San Isidro, perto de Buenos Aires, cerca de um ano depois de ter sido arquivado.

As audiências vão ser realizadas duas vezes por semana, às terças e quintas, de acordo com a imprensa argentina. De uma lista inicial com mais de 200 testemunhas, as partes concordaram que 92 pessoas serão ouvidas sobre a acusação de negligência da equipe médica na morte de Maradona.

Figura onipresente na nação argentina, Maradona morreu em 2020, aos 60 anos, após um ataque cardíaco enquanto se recuperava de uma cirurgia no cérebro.

Os réus acusados de homicídio são: um psiquiatra, o neurocirurgião, o psicólogo, dois médicos, o enfermeiro e o enfermeiro-chefe. Outra enfermeira será julgada em separado, sem data ainda definida, segundo a Agência Reuters.

Em março do ano passado, o primeiro julgamento foi anulado depois que uma dentre os três juízes, Julieta Makintach, renunciou por violação ética. Ela havia sido entrevistada por uma equipe do documentário "Justiça Divina", nos corredores do tribunal de Buenos Aires e em seu gabinete, o que viola as regras judiciais.

Naquele primeiro julgamento, a promotoria argumentou que os profissionais não seguiram os protocolos médicos de tratamento. Já a defesa argumentou que a morte do jogador era inevitável, devido a problemas de saúde ao longo dos anos. Os réus podem ser condenados a penas de prisão de 8 a 25 anos.

Diego Armando Maradona está marcado na história do futebol mundial, principalmente por seu desempenho com as cores da Argentina e do clube italiano Napoli. Ele ajudou seu país a conquistar a Copa do Mundo de 1986, marcando gols inesquecíveis ao longo da campanha vitoriosa.

 

Prefeito de Cabedelo (PB), eleito no domingo, é afastado do cargo Edvaldo Neto é investigado por envolvimento com facção criminosa

 Madson Euler - repórter da Rádio Nacional

14/04/2026 - 17:39
São Luís
Cabedelo (PB), 14/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Evaldo Neto, eleito prefeito de Cabedelo. Foto: Câmara de Vereadores de Cabedelo/Divulgação
© Câmara de Vereadores de Cabedelo/Divulgação

Menos de 48 horas após ser confirmado como novo prefeito de Cabedelo, na Paraíba, Edvaldo Neto, do Avante, é afastado por decisão judicial. 

Ele é um dos alvos de uma operação realizada pelo Ministério Público da Paraíba, Polícia Federal e Controladoria Geral da União. A operação investiga a atuação de uma organização criminosa que realizava fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e até o financiamento de uma facção criminosa com atuação na cidade de Cabedelo, localizada na região metropolitana de João Pessoa.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pelo Poder Judiciário. Além do afastamento do recém eleito prefeito, foi determinado também o afastamento de outros servidores públicos para aprofundar e preservar as investigações e impedir a continuidade das condutas criminosas. 

Edvaldo Neto foi eleito prefeito de Cabedelo no último domingo nas eleições suplementares do município. Ele já ocupava a função interinamente desde dezembro do ano passado após o então prefeito André Coutinho, também do Avante, ter o mandato cassado por abuso de poder político e econômico, compra de votos, e suposto envolvimento com uma facção criminosa. 

Em nota, a defesa do Prefeito Edvaldo Neto disse que o afastamento é uma medida de natureza provisória. A nota defende que o prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facções criminosas, que é inocente e que, com a apuração dos fatos, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.

 

Investigação 

O grupo é investigado por contratação fraudulenta de empresas fornecedoras de mão de obra vinculadas à facção criminosa “Tropa do Amigão”, braço do “Comando Vermelho”, com infiltração de membros da facção em estruturas da Prefeitura de Cabedelo, circulação de valores de origem pública em favor do crime organizado e utilização de contratos administrativos como instrumento de manutenção de poder, influência territorial e blindagem institucional.

A investigação revelou um consórcio entre agentes políticos da alta cúpula municipal, empresários e integrantes de organização criminosa que agiam para dar continuidade a contratos milionários e à distribuição de vantagens ilícitas, com movimentações que podem chegar a R$270 milhões. 

A investigação segue em andamento e os investigados podem responder pelos crimes de fraude no processo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.  

Por que sentimos sono depois do almoço? Tempo de descanso de má qualidade e hormônios influenciam

 Joalva Moraes – Repórter da Rádio Educadora de Salvador

14/04/2026 - 16:50
Salvador
Criança amazonense no embalo da rede.
© Divulgação/Caminhos da Reportagem

Especialistas explicam que é normal sentir sono após a refeição e que este estado de sonolência é chamado cientificamente de letargia pós-prandial. A diretora regional da Bahia da Associação Brasileira do Sono, Andreia Barral, diz que esta sonolência é comum quando a pessoa não está dormindo bem e com qualidade:

"Se a pessoa dorme a quantidade necessária de sono específica para sua idade e com qualidade, na grande maioria das vezes ela não vai sentir sono durante o dia. Então, mesmo que a situação seja monótona, ela não vai sentir sono. A pessoa sente sono quando ela está devendo sono. Então, se ela está dormindo menos, se ela tem o que a gente chama de privação de sono, ou seja, se vai dormindo um pouquinho a menos a cada dia. Então, numa situação mais monótona, você vai ter essa vontade de cochilar. Então, tem pessoas que cochilam na frente da televisão, mesmo com luz, com estímulo, e tem pessoas que precisam de um ambiente mais monótono para cochilar."

A médica também acrescenta que, além da qualidade do sono, uma outra causa para a sonolência após o almoço pode ser por conta de questões hormonais:

"A gente libera substâncias que ajudam na indução do sono. E se a pessoa tem uma rotina mais regular de sono, mais ou menos 12 horas depois da média daquele sono da pessoa — na grande maioria das vezes depois do almoço, por exemplo — ela pode ter um estímulo maior para essa sonolência. Uma redução da temperatura corporal que acaba liberando esse estímulo para o soninho depois do almoço com o estômago cheio. Então tem uma questão hormonal associada também."

IR 2026: isenção de R$ 5 mil vale para declaração deste ano? Episódio faz parte da série Tira-Dúvidas do Imposto de Renda

 Edgard Matsuki - repórter da Radioagência Nacional

13/04/2026 - 08:00
Brasília
Brasília (DF), 06/04/2026 - Imposto de Renda IRPF 2026. Como declarar gastos com previência e doações. Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo em 2025, a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil mensais está em vigor na folha de pagamento desde o dia 1º de janeiro de 2026

Para quem não sabe, desde o início do ano, pessoas que recebem menos de R$ 5 mil mensais não estão mais sujeitas a pagar o Imposto de Renda. Além disso, há um desconto progressivo para quem recebe um salário de até R$ 7.350. O efeito prático causou uma dúvida: e para a declaração do Imposto de Renda? O desconto vale? A resposta é: ainda não. 

Apesar de o benefício já estar valendo na folha de pagamento, quem declara o Imposto de Renda agora precisa ter atenção: a isenção não vale para a declaração deste ano. E o motivo é simples: contribuintes obrigados a prestar contas com o Fisco estão tratando do exercício do ano calendário de 2025. Quem fala sobre o assunto é o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares: 

“A declaração que você entrega no ano de 2026 não reflete o presente. Ela é uma prestação de contas do passado, tudo o que você recebeu ao longo do ano de 2025. A nova isenção de R$ 5 mil existe, sim. Mas ela só passou a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026. Isso decorre de um princípio básico do direito tributário chamado de anterioridade, em que uma lei que cria ou amplia benefício fiscal não pode retroagir para alcançar fatos já ocorridos. A boa notícia é que esse olhar para trás será diferente no ano de 2027. Na declaração do próximo ano, referente a tudo que você recebeu ao longo de 2026, a nova faixa estará plenamente incorporada. É lá que a reforma do IR aparece completa para a maioria dos contribuintes”, diz.

Vale apontar que é possível que mesmo quem ganhe menos de R$ 5 mil tenha que declarar no ano que vem. Quem explica é a professora de Ciências Contábeis, Ahiram Cardoso, da Unime: 

“Há uma confusão referente a esse recebimento de até R$ 5 mil em 2026. Ele está dispensado a pagar o Imposto de Renda, mas não necessariamente dispensado a declarar em 2027, porque tem que estar observando o limite de obrigatoriedade do recebimento de rendimentos tributáveis no ano. Então a gente vai ter que observar esse limite da obrigatoriedade”, aponta. 

Neste ano, está isento de declarar o Imposto de Renda quem recebeu em média até R$ 2.428,80 no ano passado e não se encaixa em outros critérios que obrigue a declarar. Vale apontar que há, ainda, um desconto simplificado mensal de R$ 607,20. Isso faz com que na prática, quem receba até R$ 3.036 esteja isento de pagar o Imposto de Renda.

Apresentação: Edgard Matsuki
Produção: Marizete Cardoso
Edição: Bia Arcoverde
Coordenação: Bruna Athayde

 

Motoristas e entregadores por app protestam contra PL que regula setor Motoristas apontam erros e pedem tarifa mínima por corrida

 Renato Ribeiro - repórter da Rádio Nacional

14/04/2026 - 15:13
Brasília
São Paulo (SP), 14/04/2026 - Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Motoristas e entregadores de aplicativo protestam nesta terça-feira (14) contra a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por plataformas digitais no país.

Os atos acontecem em pelo menos dez capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis.

Os protestos são contra a votação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que regula o setor.

A comissão especial votaria nesta terça-feira o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho.

Mas a reunião foi cancelada após pedido do governo.

Em Brasília, dezenas de condutores protestam na área central da cidade.

O motorista de aplicativo Yuri Lino aponta erros no projeto de lei.

“O que a gente queria, e não tem no projeto de lei, é tarifa mínima de, pelo menos, R$ 10 para o motorista pegar uma corrida mais curta. Hoje, o aplicativo arca somente com a tecnologia, mas o restante é voltado para o motorista. E eles estão cobrando tarifas horríveis. Em Brasília, a gente enfrenta tarifa de R$ 1, R$ 1,10 por quilômetro. Os motoristas estão, praticamente, pagando para trabalhar”.    

O deputado Augusto Coutinho, inclusive, vai pedir ao presidente da Câmara, Hugo Motta, a retirada de pauta da regulamentação do trabalho por aplicativos.

O texto define a categoria “trabalhador autônomo plataformizado”.

Estabelece que a relação com as plataformas, como Uber, 99 e iFood, não criaria vínculo de emprego entre o trabalhador e a empresa.

O projeto ainda prevê uma contribuição para a Previdência Social, tanto de trabalhadores quanto das plataformas digitais.

Além disso, limita as taxas cobradas pelas empresas, que não poderiam ultrapassar 30% dos valores.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Assassinos de Marielle e Anderson são condenados por unanimidade Moraes: crime envolveu interesses políticos, racismo e misoginia

 Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional

25/02/2026 - 14:39
Brasília
Brasília (DF), 25/02/2026 – Na foto da esquerda para direita,  Antônio Francisco (pai),  ministra Anielle Franco (irmã), Luyara Franco (filha), Marinete Silva (mãe), Mônica Benicio (esposa).
Familiares da ex vereadora, Marielle Franco posam para foto no plenário da primeira turma durante segundo dia do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, nesta quarta-feira, 25, condenar os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes em março de 2018 no Rio de Janeiro.

 O ministro Alexandre de Moraes voltou pela condenação dos irmãos Brazão, o ministro Cristiano Zanin acompanhou o voto do relator, Alexandre de Moraes.

Para Moraes, ficou provada a existência dos negócios com grilagem e ocupação irregular de áreas controladas por milícias. Esquema comandado por Domingos e de Chiquinho Brazão, que teria sido atrapalhado pela atuação política de Marielle e do PSOL. Segundo o relator, o crime envolveu interesses políticos, econômicos, racismo e misogonia.

“E um primeiro momento, não seria propriamente a vítima Marielle. Se pretendia dar um recado: alguém que se procurava exterminar era o deputado Freixo. Só que o próprio delator dizem que em virtude da própria segurança do deputado Freixo, seria mais difícil essa execução. E aí se juntou a questão política com a misoginia, com o racismo, com a discriminação. Marielle Franco era uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos”.

A enorme repercussão do caso assustou os irmãos Brazão e os envolvidos no crime, segundo o ministro. Por isso, alguns dos participantes foram mortos como Macalé, responsável pela ponte entre os mandantes do crime e o executor, Ronnie Lessa. Segundo a investigação, os irmãos Brazão tinham apoio de milicianos, com a intenção de criar um reduto eleitoral. Moraes mostrou uma foto de Domingos Brazão andando ao lado do miliciano Fininho durante a campanha eleitoral. Em troca do apoio político, pessoas ligadas às milicias eram nomeadas em cargos públicos.

O ministro votou também pela condenação do ex-policial militar Ronald Paulo Alves, que teria monitorado Marielle, e de Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão, por participar da organização criminosa.

No caso de Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, não há prova da participação dele no duplo homicídio e na tentativa de assassinato de Fernanda Chaves, que era assessora de Marielle. Isso na opinião do ministro Moraes. Por outro lado, ficou provada a obstrução da investigação e o recebimento de propina de milícias.

“Eu não tenho nenhuma dúvida, pela prova dos autos, que Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, tanto como chefe da delegacia de homicídios, como chefe da polícia civil, recebia a propina. Nenhuma dúvida, que ele direcionou, como disse o próprio colaborador, ele virou os canhões para outro lado, exatamente para tentar garantir a total impunidade”.

Familiares de Marielle e Anderson e também dos réus acompanham o julgamento na primeira turma do Supremo Tribunal Federal. Inclusive a mãe de Marielle, Marinete, teve um mal-estar e precisou ser atendida. Pouco depois do voto de Alexandre de Moraes, a filha de Marielle, Luyara, também precisou de atendimento, mas as duas passam bem.

 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Julgamento do assassinato de Bruno e Dom é transferido para Manaus Segundo MPF, jugalmento em Tabatinga comprometeria imparcialidade

 Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional

05/02/2026 - 12:33
São Luís
Manifestação em São Paulo após a morte do jornalista Dom Phillips e do ingenista Bruno Pereira no Amazonas
© REUTERS/Carla Carniel/Direitos reservados

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou que o julgamento dos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips seja transferido de Tabatinga, no interior do Amazonas, para a capital, Manaus.

O pedido de mudança do local do Tribunal do Júri foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF). O indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, foram mortos a tiros no dia 5 de junho de 2022, no município de Atalaia do Norte (AM).

Eles visitavam comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior do país, com mais de 8,5 milhões de hectares.

Os dois desapareceram no trajeto entre a comunidade São Rafael e Atalaia do Norte. Os corpos foram encontrados 10 dias depois, enterrados em uma área de mata fechada.

Segurança e imparcialidade

No recurso apresentado em julho, o procurador da República em Tabatinga, Guilherme Diego Rodrigues Leal, argumentou que manter o julgamento na cidade, que tem cerca de 60 mil habitantes e fica a mais de 1.100 quilômetros de Manaus, poderia tornar o processo mais lento.

Além disso, segundo o Ministério Público Federal, existem riscos para a segurança dos envolvidos e o possível comprometimento da imparcialidade dos jurados, caso o julgamento ocorresse em Tabatinga. 

A ação penal envolve um contexto de conflito entre pescadores e indígenas pela exploração de recursos naturais na região.

Com a decisão do tribunal, os processos contra os acusados de executar o crime voltam a tramitar separadamente, o que pode dar mais agilidade ao julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados pelo MPF como executores.

Ainda não há data definida para a realização do júri.

Maradona: começa novo julgamento de equipe médica acusada de homicídio Promotoria alega que profissionais não seguiram os protocolos médicos

  Gabriel Correa - repórter da Rádio Nacional 14/04/2026 - 15:35 São Luís © REUTERS/Jorge Adorno/Proibida reprodução Começou, nesta terça-fe...

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