sexta-feira, 12 de junho de 2026

Justiça da Itália publica decisão que anula extradição de Zambelli Corte italiana aponta falta de imparcialidade de Moraes

 Renato Ribeiro - repórter da Rádio Nacional

12/06/2026 - 12:44
Brasília
Brasília - 24/09/2025 -Brasília - 24/09/2025 -Reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara para ouvir a deputada federal Carla Zambelli. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
© Lula Marques/ Agência Braasil.

A Justiça da Itália apontou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, como um dos motivos para negar a extradição de Carla Zambelli.

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (12) pela Corte Suprema de Cassação e consta na sentença que anulou a extradição da ex-deputada, em 22 de maio.

O documento afirma que a falta de proteção efetiva dos direitos de defesa por parte do Brasil e dúvidas sobre a imparcialidade de Alexandre de Moraes impediram a extradição.

O texto destaca que Moraes acumulou diversas funções no caso, além de ter atuado simultaneamente como vítima e juiz.

A Corte afirma que houve violação do direito de defesa, o que comprometeu todo o processo e o direito a um julgamento justo.

A ex-deputada Carla Zambelli foi condenada pelo STF, em maio de 2025, pela invasão dos sistemas e adulteração de documentos do Conselho Nacional de Justiça.

Em junho de 2025, ela deixou o país rumo aos Estados Unidos e, em seguida, foi para a Itália, onde possui cidadania.

Zambelli foi presa preventivamente, mas colocada em liberdade, em maio deste ano, após a decisão que negou o pedido de extradição apresentado pelo Brasil.

A reportagem aguarda um posicionamento do Supremo Tribunal Federal ou do gabinete do ministro Alexandre de Moraes sobre a decisão da Justiça italiana.

ANAC retoma 100% das ações de fiscalização e certificação

 Gabriel Brum - Repórter da Rádio Nacional

12/06/2026 - 13:07
Brasília
16/03/2026 - Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Foto: ANAC/Divulgação
© Anac/Divulgação

As atividades de fiscalização e certificação vão ser retomadas a partir desta sexta-feira, informou em nota a ANAC, a Agência Nacional de Aviação Civil. Essas atividades haviam sido interrompidas após bloqueio orçamentário feito pelo governo no início de junho.

Segundo a agência, o retorno das ações é possível por causa do repasse de R$ 25 milhões, feito pelos ministérios de Portos e Aeroportos e do Planejamento e Orçamento.

Com o dinheiro, vai ser possível restabelecer imediatamente 100% das atividades de certificação de aeronaves e de fiscalização de companhias aéreas, aeroclubes, oficinas mecânicas, fabricantes de peças, entre outros.

A demissão de funcionários terceirizados também já foi revertida, segundo a nota. As provas para certificação de pilotos, mecânicos de manutenção e comissários vão ser retomadas em 15 de junho, próxima segunda-feira.

No dia 1º de junho, quando ocorreu o bloqueio do orçamento, a ANAC alertou que precisaria cortar 40% de todas as ações de fiscalização, suspendendo provas de certificação de pilotos, mecânicos e comissários, e interromper processos de certificação de aeronaves.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Copa 2026: governo define horário de servidores em jogos do Brasil Agentes públicos podem ser liberados até 3h antes das partidas

 Oussama El Ghaouri - Repórter da Rádio Nacional

11/06/2026 - 18:46
Brasília
Telão para transmissão dos jogos da Copa do Mundo 2022 no Setor Comercial Sul, em Brasília
© José Cruz/Agência Brasil

Uma portaria do governo federal definiu os horários de trabalho para agentes públicos federais nos dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A regra vale para servidores e empregados públicos, contratados temporários e estagiários de órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

De forma excepcional, os órgãos podem autorizar a saída antecipada dos agentes públicos até 3 horas antes do início do jogo, sempre pelo horário de Brasília. Nos dias em que os jogos ocorrem às 14h, por exemplo, a liberação pode ser a partir das 11h. Quando for às 17h, a saída é a partir das 14h.

Segundo o governo, as horas não trabalhadas devem ser compensadas entre 3 de agosto e 30 de setembro de 2026. O limite de compensação é de até duas horas diárias para servidores, empregados públicos e temporários, e de uma hora diária para estagiários.

Os agentes públicos que participam de programa de gestão com metas de produtividade devem cumprir as entregas previstas em seus planos de trabalho.

O governo determina ainda que os órgãos sigam em funcionamento durante os jogos, caso o servidor prefira manter o expediente normal. A portaria também estabelece que os dirigentes devem assegurar a continuidade dos serviços essenciais.

* Com informações da Agência Brasil.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Lula sobre sanções dos EUA: "Brasil não é republiqueta insignificante" Presidente brasileiro confirmou ida à reunião do G7 na França

 Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional

03/06/2026 - 13:28
Brasília
Brasília (DF), 03/06/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordena reunião ministerial, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula voltou a criticar as medidas dos Estados Unidos contra o Brasil e adiantou que vai mandar uma nova carta ao presidente norte-americano Donald Trump; e também afirmou que vai à reunião do G7, em junho, na França. Ele falou, nesta quarta-feira (3), na abertura da segunda reunião ministerial do ano.

Foi um encontro de alinhamento de discurso e ações, com vistas ao defeso eleitoral, que começa no dia 3 de julho.

Lula pediu aos ministros que as entregas que faltam fiquem prontas até lá, porque a partir dessa data o presidente não poderá participar de inaugurações e outras iniciativas. O presidente disse que não quer novidades; mas, foco nos projetos já anunciados.

Sobre o anúncio da possibilidade de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, Lula disse que ficou surpreso; já que, após a reunião com Donald Trump, ele estava confiante em uma nova lógica para a relação entre os dois países.

Nós estamos num momento decisivo para que a sociedade brasileira, e eu diria até uma parte da sociedade mundial, reconheça o fortalecimento da democracia no nosso país, a nossa luta para o fortalecimento do multilateralismo, para que esse país não seja tratado em nenhum momento como se fosse uma republiqueta insignificante. Nós somos muito grandes, nós temos muita história e nós não podemos aceitar o tratamento que os Estados Unidos deu ao Brasil essa semana.

Sem citar nomes, Lula criticou ações de algumas pessoas, que segundo ele, teriam estimulado a decisão do governo norte-americano.

Pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura ou de levar vantagem é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome a não ser dizer em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria.

O presidente Lula adiantou que vai mandar outra carta a Donald Trump e disse que se os Estados Unidos não quiserem, o Brasil vai fazer comércio com outros países. 

Agora, nós não vamos ficar chorando. Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. A gente não vai ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outros. O que tem que saber é que o Brasil é dono do seu nariz.

Ainda em seu pronunciamento, Lula disse que vai para o encontro do G7 em defesa do multilateralismo e da reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e dar um paradeiro nesta coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo, desmonte da democracia e de desvalorização das instituições.

Após a fala do presidente, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou resultados de políticas públicas e projetos do governo neste ano. Falou de Educação, Infraestrutura, Saúde e Meio Ambiente. Ela destacou também a queda do desmatamento, o terceiro menor desde 1988, um dos argumentos para a taxação sobre o Brasil.

EUA propõem taxar o Brasil por omissão no combate ao trabalho escravo O governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5%.

 Gabriel Correa – Repórter da Rádio Nacional

03/06/2026 - 09:23
São Luís
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (8) a aplicaçâo de tarifas de 25% para as importações de aço e 10% para as de alumínio
© Michael Reynolds/ EPA/EFE/ Direitos Reservados

Em novo anúncio, nessa terça-feira (2), o escritório do representante de comércio norte-americano decidiu que 60 economias, incluindo o Brasil, não possuem ou não aplicam proibições à importação de produtos feitos com trabalho forçado.

A acusação não é que o Brasil utiliza trabalho escravo na própria produção, mas a investigação aponta falta de mecanismos para impedir a entrada, no mercado brasileiro, de mercadorias produzidas com trabalho forçado por outros países.

A partir desse entendimento, o governo norte-americano propôs tarifas adicionais de 12,5% para 54 países. Além do Brasil, também estão na lista Argentina, Chile, China, Colômbia, Índia, Peru, Rússia, África do Sul, Inglaterra, Uruguai e Venezuela.

Outro grupo menor, de seis economias, incluindo União Europeia, México e Canadá, teriam 10%, por já terem fiscalização considerada insuficiente.

As medidas entram em fase de consulta até o mês de julho. Depois disso, os EUA vão decidir se devem implementar - de fato - as novas tarifas e em qual formato.

No caso do Brasil, essas tarifas se somam àquelas de 25%, anunciadas na segunda-feira (1º), sob a acusação norte-americana que o Brasil adota práticas desleais no comércio, e que podem entrar em vigor a partir do dia 15 de julho.

Essas duas possibilidades de taxação norte-americana, além da classificação de facções criminosas brasileiras como "terroristas" - o que pode justificar medidas contra o fluxo de capitais brasileiros - devem estar na pauta da reunião ministerial com o presidente Lula nesta quarta-feira (3).

 

Anvisa aprova medicamento contra forma grave de câncer na bexiga O Padcev já tinha registro para tratamento de câncer avançado

 Vitor Mendes * - Estagiário da Rádio Nacional

02/06/2026 - 17:51
Agência Brasil -Brasília
Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovou nesta terça-feira (2), uma nova indicação terapêutica para o remédio Padcev, uma medicação que pode ser usada juntamente com a pembrolizumabe para tratar pessoas com câncer de bexiga músculo-invasivo, que não podem fazer quimioterapia com cisplatina.

O medicamento pode ser utilizado antes e depois do procedimento de remoção da bexiga.

O Padcev ou enfortumabe vedotina, é um anticorpo que se junta a nectina-4, uma proteína expressa em células do câncer urotelial, ligado a uma substância que pode destruir células cancerígenas.

Já o pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal que age na articulação a resposta imune contra o tumor.

O câncer de bexiga músculo-invasivo é a forma mais grave do tumor e tem alta incidência e altas taxas de mortalidade em pessoas que não são aptas a fazer tratamentos com cisplatina. Um dos grandes fatores de risco no desenvolvimento do câncer de bexiga é o tabagismo.

Alguns dos sintomas da doença são sangue na urina, necessidade frequente e urgente de urinar, dor na parte inferior do abdômen, entre outros.

* Sob supervisão de Bianca Paiva

Lula volta a defender o Pix e fala em articulação de Flávio Bolsonaro Investigação dos EUA pode resultar em novo tarifaço contra o Brasil

 Daniella Longuinho* – Repórter da Rádio Nacional

02/06/2026 - 21:33
Brasília
Catalão - GO - 02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita ao Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Catalão - GO.
 
Foto: Ricardo Stuckert / PR
© Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula voltou a defender o Pix, nesta terça-feira (2), após o anúncio do governo dos Estados Unidos de propor uma investigação comercial contra o Brasil, que pode ter como resultado a aplicação de um novo tarifaço, de 25%, sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que a nova taxação foi "articulada por Flávio Bolsonaro" durante visita a Washington na semana passada, mas o senador nega a acusação. O presidente reforçou que o governo brasileiro não vai aceitar essa "intervenção" da Casa Branca:

“Você veja um negócio: o tal do bolsonarista foi aos Estados Unidos... Ele não estava focado e pediu pro Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar.”

A declaração foi durante visita ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde, em Goiás. Em outra agenda, também nesta terça, na cidade goiana de Catalão, Lula disse que o Pix "assusta" o governo de Donald Trump e chegou a sugerir que o sistema fosse adotado nos Estados Unidos:

“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as chamadas empresas de cartão de crédito deles, que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso. E o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça, é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e está resolvido o nosso problema.”

Investigação comercial

Essas manifestações aconteceram um dia após o escritório do representante comercial dos Estados Unidos tornar público relatório sobre uma investigação, iniciada há um ano, contra supostas práticas desleais do Brasil no comércio com o país norte-americano. A acusação de favorecimento ao Pix de forma discriminatória em relação a outros meios de pagamento foi um dos motivos para o anúncio de uma nova tarifa de 25% sobre bens importados do Brasil.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final do escritório do representante comercial dos Estados Unidos até o dia 15 de julho, quando o governo Trump poderá adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Febraban

Em nota, a Febraban, Federação Brasileira de Bancos, defendeu que o Pix "é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica". Para a Febraban, o Pix é "um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras".

*Com informações da Agência Brasil

Justiça da Itália publica decisão que anula extradição de Zambelli Corte italiana aponta falta de imparcialidade de Moraes

  Renato Ribeiro - repórter da Rádio Nacional 12/06/2026 - 12:44 Brasília © Lula Marques/ Agência Braasil. A Justiça da Itália apontou a atu...

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