quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Justiça do Trabalho suspende demissões em massa nas Casas Bahia Decisão atende a pedido do sindicato e exige negociação coletiva

 Priscila Thereso* - Repórter da Rádio Nacional

20/08/2026 - 08:57
Rio de Janeiro
 Casas Bahia: após fechamento de 298. Foto: Divulgação/ Casas Bahia
© Divulgação/ Casas Bahia

A Justiça do Trabalho suspendeu as demissões em massa realizadas pelas Casas Bahia em todo o país.

A decisão proferida na terça-feira foi tomada a partir de um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio para barrar as dispensas.

Na semana passada, a rede varejista protocolou um pedido de recuperação judicial e cerca de 1.900 funcionários foram demitidos e quase 300 lojas fechadas.

A juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho do Distrito Federal, entendeu que as demissões ocorreram sem a intervenção do sindicato da categoria, o que é uma medida indispensável, conforme a legislação e a jurisprudência dos tribunais trabalhistas.

Na decisão, a magistrada ressalta que a medida não impede a empresa de promover dispensas, mas exige que a demissão coletiva seja precedida de informação e oportunidade real de interlocução.

Ou seja, novas dispensas só podem ocorrer com intermediação dos sindicatos.

Segundo a liminar, a rede varejista tem um prazo de 5 dias para restabelecer os vínculos trabalhistas, assim como benefícios assistenciais, a exemplo do plano de saúde, nesse caso em 48 horas.

Em nota, a Casas Bahia declara que respeita as decisões judiciais e que prestará os esclarecimentos que forem solicitados.

Também em nota, a diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio destaca a importância da decisão para a proteção dos comerciários em todo o país, pois representa uma vitória fundamental para a garantia de direitos.

*Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Bebê de 28 dias é resgatada no Paraguai após sequestro no Brasil Ayla Emanuelly Pereira de Sousa foi raptada em Campo Grande (MS)

 Gabriel Corrêa - Repórter da Rádio Nacional

10/08/2026 - 14:01
São Luís

Uma bebê com apenas 28 dias de vida foi resgatada por forças policiais do Paraguai e devolvida para o Brasil na madrugada do sábado para o domingo.

A pequena Ayla Emanuelly Pereira de Sousa havia sido sequestrada na última quinta-feira na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Segundo a investigação, uma mulher teria atraído a mãe da criança para sua residência, onde a bebê foi raptada.

Então, o estado do Mato Grosso do Sul utilizou pela primeira vez a ferramenta Amber Alert, disponibilizada pelo Ministério da Justiça para ampliar a divulgação de casos de crianças desaparecidas.

A operação de resgate aconteceu na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira com o município de Ponta Porã, e foi coordenada entre as forças de segurança do Paraguai e do Brasil por meio do Comando Bipartite, uma cooperação internacional entre os dois países.

A pequena Ayla foi encaminhada para o hospital regional local, onde recebeu cuidados médicos antes de ser entregue às autoridades brasileiras.

Segundo a Polícia Nacional Paraguaia, no local do resgate, os agentes prenderam dois brasileiros, um homem e uma mulher.

Um deles é Alex Melo de Abreu, que tem mandado de prisão em aberto referente a uma condenação de 11 anos e meio por homicídio.

Alex usava documentos falsos, mas dados biométricos confirmaram a identidade verdadeira.

A outra pessoa detida, que não teve a identidade confirmada, também tinha antecedentes criminais no Brasil.

Os dois foram expulsos de volta sob o poder de autoridades de segurança.

A polícia investiga a participação de outras pessoas no sequestro da bebê recém-nascida. 

Anúncios e e-mails falsos tentam enganar quem busca renegociar dívidas Golpes usam imagens do governo e de empresas de forma indevida.

 Tatiana Alves – Repórter da Rádio Nacional

10/08/2026 - 13:57
Rio de Janeiro
Uso de Smartphone e celular
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Anúncios e e-mails falsos estão sendo usados em fraudes contra quem busca renegociar dívidas. A informação é de um levantamento do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que flagrou 544 propagandas enganosas nas plataformas da Meta entre abril e junho deste ano. Desse total, 38% foram criadas com inteligência artificial. 

O estudo mostra, ainda, que 49% dos anúncios citavam o suposto programa "Libera Brasil", que não existe. E que 72% usavam de maneira indevida o nome e a imagem do governo e de marcas famosas dos setores financeiro e de comunicação para dar aspecto de veracidade às fraudes.

O Ministério da Fazenda faz um alerta à população sobre golpes aplicados por meio de anúncios falsos no Facebook, Instagram e WhatsApp. As publicações usam de forma indevida o nome e os símbolos do Governo Federal para iludir quem está interessado em quitar ou renegociar pendências financeiras, geralmente com o envio de links e mensagens pela internet.

Fica o aviso: a renegociação de dívidas acontece diretamente com os bancos. O governo não possui sites específicos para isso e não envia links, mensagens ou SMS.

Todas as orientações sobre renegociação estão disponíveis no portal e nos canais oficiais do Ministério da Fazenda.
 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Estatuto do Paciente reforça direitos básicos no atendimento de saúde Lei amplia autonomia e estabelece deveres nos serviços

 Pedro Lacerda - repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 09:19
Brasília
Recife (PE) 01/09/2025 - Cirurgias cardíacas infantis. Cirurgia no Imip. Foto: Igor Toscano/IMIP
© Igor Toscano/IMIP

Ser chamado pelo nome, entender o que está sendo receitado, saber por que um exame foi pedido: são situações simples, mas nem sempre respeitadas no dia a dia pelos serviços de saúde. Esse cuidado começa antes mesmo da chegada ao consultório: passa pelo segurança da portaria, pelo técnico administrativo do balcão, por quem faz a triagem, até chegar ao médico ou enfermeiro. É justamente esse fluxo completo, entre paciente e equipe de saúde, que uma lei recém-aprovada no Brasil passou a regular.

Desde abril, está em vigor o Estatuto dos Direitos do Paciente, que transforma a pessoa atendida em protagonista das decisões sobre o próprio tratamento e estabelece deveres para todos os envolvidos, tanto no SUS quanto na rede privada.

A diretora da Escola de Enfermagem da USP, a Universidade de São Paulo, professora Vilanice Alves de Araújo, explica que a autonomia do paciente passa a ser um ponto central na nova legislação.

"O que a gente verifica é que as principais mudanças que traz o Estatuto é que ele fortalece a autonomia do paciente, como princípio central desse Estatuto, ele garante o consentimento informado, que deixa de ser apenas a assinatura de um documento e passa a ser um processo de comunicação e assegura o direito à informação clara sobre diagnóstico, prognóstico, riscos, benefícios e alternativas terapêuticas".

Segundo a professora, a lei também garante ao paciente o acesso ao seu prontuário, o direito a uma segunda opinião médica, à presença de acompanhante e a cuidados paliativos no fim da vida. Até então, essas garantias estavam dispersas em normas isoladas e agora passam a valer de forma unificada em todo o país.

A pesquisadora Maristela Santini, especialista em direitos e segurança do paciente, explica que é a comunicação entre toda a equipe — não só entre médicos e enfermeiros — que garante, na prática, que essas conquistas saiam do papel.

"A comunicação tem que estar no nível entre os trabalhadores, dos trabalhadores com o paciente, trazendo ele aqui como um parceiro de cuidado e não como alguém que está hierarquicamente numa posição menor".

Falhas de comunicação, segundo a pesquisadora, estão entre as principais causas de erros na assistência à saúde. Já o paciente bem informado, mostram os estudos, adere melhor ao tratamento e participa mais das decisões sobre a própria saúde.

O Estatuto também impõe deveres. Pelo artigo 22 da lei, cabe ao paciente informar corretamente seu histórico de saúde, avisar sobre mudanças no tratamento e respeitar profissionais e demais usuários dos serviços. Para Maristela Santini, essa responsabilidade não se limita ao indivíduo: faltar a uma consulta marcada, por exemplo, tira a vaga de outro paciente que aguarda na fila de espera.

Segundo as duas pesquisadoras, o desafio agora é levar essa informação a quem ela interessa, ou seja, pacientes e também profissionais de saúde — e isso passa necessariamente pela comunicação.

Esse é o convite que a professora Vilanice Alves deixa aos ouvintes.

"Se você utiliza o SUS ou serviço de saúde privado, esse estatuto diz respeito diretamente a você ouvinte, ele vale para quem é atendido em uma unidade básica de saúde, em um hospital, em uma clínica, seja privado ou público, traz mais clareza sobre direitos, os seus direitos e também sobre suas responsabilidades como paciente ou usuário do serviço de saúde".

A violação dos direitos dos pacientes passa a ser tratada, pela primeira vez no Brasil, como uma questão de direitos humanos — não apenas uma disputa contratual entre paciente e serviço de saúde. Na prática, quem sentir que teve algum direito desrespeitado pode buscar a ouvidoria do próprio hospital, clínica ou plano de saúde — que agora são obrigados a manter esse canal — além de recorrer a órgãos como ANS, Procon ou os conselhos profissionais de saúde.

Tribunais eleitorais promovem campanha de combate à desinformação Ações educativas do TSE e TREs ocorrem durante a semana

 Gabriel Brum - Repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 09:06
Brasília

TSE - Tribunal Superior Eleitoral
Urna eletrônica
© Antonio Augusto/Ascom/TSE

Ações para combater desinformação e aproximar a população das urnas acontecem a partir desta segunda até domingo.

O Tribunal Superior Eleitoral e os Tribunais Regionais vão realizar demonstrações da urna eletrônica, atividades educativas, visitas guiadas, campanhas e eventos abertos ao público.

O objetivo é fortalecer a confiança no sistema eletrônico de votação e estimular a participação cidadã, principalmente dos jovens.

Nesta segunda, um destaque da programação é a abertura de uma urna em uma escola da Capital Federal.

No decorrer da semana, uma campanha na internet, inclusive com o apoio de influenciadores digitais, vai tirar dúvidas e explicar como a eleição funciona.

Ainda estão previstas visita ao Museu do Voto e uma demonstração da urna na Rodoviária do Plano Piloto em Brasília, onde a população poderá testar o equipamento.

No próximo domingo, dia 9, para fechar as atividades, o TSE promove a Corrida pela Democracia para incentivar a participação da população.

As eleições gerais acontecem em outubro: dia 4 o primeiro turno e dia 25 o segundo turno, se houver.

Eleições: TSE divulga regras sobre arrecadação e prestação de contas Resolução traz mudanças nas doações e no financiamento de campanhas

 Gabriel Corrêa - repórter da Rádio Nacional

03/08/2026 - 08:34
São Luís
17/06/2026 - Tribunal Superior Eleitoral - TSE . Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Justiça Eleitoral divulgou novas regras para a arrecadação e a prestação de contas nas Eleições Gerais de 2026, que acontecem daqui a dois meses.

Pela primeira vez, está permitido o uso de recursos de campanha na prevenção e combate à violência política, incluindo gastos com a proteção e segurança de candidatos.

Para doações feitas via Pix, não é mais necessária a emissão de recibo eleitoral; mas, a identificação do CPF do doador continua obrigatória.

É proibido o financiamento de campanhas eleitorais por meio de moedas virtuais, criptomoedas ou cartões pré-pagos.

Candidatos e partidos podem abrir contas de campanha de forma totalmente eletrônica, por meio de assinatura digital.

Doações recebidas por cartão de crédito ou financiamento coletivo devem ser informadas à Justiça Eleitoral em até 72 horas após o crédito.

Candidaturas de mulheres e pessoas negras devem receber, no mínimo, 30% cada, dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Para indígenas, o valor deve ser proporcional ao número de candidatos.

Além dessas mudanças, continua proibida a doação por parte de empresas e fontes estrangeiras.

Pessoas físicas podem doar até 10% dos rendimentos brutos referentes a 2025.

Para doações acima de R$ 1.064,10, é obrigatória a transferência eletrônica ou cheque nominal e cruzado.

Para doação de bens, o limite estimado é de até R$ 40 mil.

De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral, o descumprimento dessas normas pode resultar em multas de 100%, sobre o valor doado a mais para a campanha eleitoral, além de sanções por abuso de poder econômico.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

EUA prorrogam ordem de emergência nacional contra o Brasil Documento classifica o Brasil como ameaça incomum e extraordinária

 Gésio Passos - repórter da Rádio Nacional

28/07/2026 - 21:51
Brasília
U.S. President Donald Trump delivers remarks on tariffs in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Carlos Barria
© Reuters/Carlos Barria/Proibida reprodução

Os Estados Unidos prorrogaram por mais um ano a ordem de emergência nacional contra o Brasil, sem estabelecer medidas adicionais. O documento, de 30 de julho do ano passado, classifica o nosso país como uma "ameaça incomum e extraordinária".

A época da publicação da ordem, os Estados Unidos acusaram o Brasil de supostamente violar a liberdade de expressão de cidadãos norte-americanos e residentes nesse país. Além disso, o governo de Donald Trump afirmou que o governo brasileiro país atuava para que plataformas online censurassem contas de pessoas que estão fora da jurisdição brasileira e para que essas empresas adotassem políticas de moderação que não condizem com a liberdade de expressão.

O documento também dizia que o Brasil fazia uma suposta perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão por comandar uma tentativa de golpe de Estado no país.

Os Estados Unidos afirmam ainda que as ações do governo brasileiro ameaçariam a segurança, a política externa e a economia norte-americana.

Essa ordem executiva permitiu ao presidente Donald Trump a adoção de medidas contra o Brasil. No ano passado, quando o documento começou a valer, os Estados Unidos determinaram uma tarifa adicional de 40% sobre os produtos brasileiros. Mas a taxa acabou deixando de vigorar em fevereiro, após a suprema corte norte-americana decidir que Trump não poderia impor tarifas contra qualquer país por meio de uma lei de emergência sem aprovação do Congresso.

Na época, o presidente Lula afirmou que o Brasil é um país soberano com instituições independentes e que não aceitaria ser tutelado por ninguém. Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal afirmou que o julgamento de Bolsonaro ainda estava em curso e que a corte trataria o caso com independência e com base nas evidências do processo.

Dívida pública dos EUA chega a U$ 40 trilhões e bate recorde O déficit fiscal dobrou em menos de 10 anos e acende alerta

  Sarah Quines - Repórter da Rádio Nacional 20/08/2026 - 20:06 São Paulo © REUTERS/Ken Cedeno/Proibida reprodução Os Estados Unidos acumula...

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