quarta-feira, 3 de junho de 2026

Anvisa aprova medicamento contra forma grave de câncer na bexiga O Padcev já tinha registro para tratamento de câncer avançado

 Vitor Mendes * - Estagiário da Rádio Nacional

02/06/2026 - 17:51
Agência Brasil -Brasília
Brasília (DF), 09/01//2026 - Fachada do prédio da Anvisa em Brasília.  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovou nesta terça-feira (2), uma nova indicação terapêutica para o remédio Padcev, uma medicação que pode ser usada juntamente com a pembrolizumabe para tratar pessoas com câncer de bexiga músculo-invasivo, que não podem fazer quimioterapia com cisplatina.

O medicamento pode ser utilizado antes e depois do procedimento de remoção da bexiga.

O Padcev ou enfortumabe vedotina, é um anticorpo que se junta a nectina-4, uma proteína expressa em células do câncer urotelial, ligado a uma substância que pode destruir células cancerígenas.

Já o pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal que age na articulação a resposta imune contra o tumor.

O câncer de bexiga músculo-invasivo é a forma mais grave do tumor e tem alta incidência e altas taxas de mortalidade em pessoas que não são aptas a fazer tratamentos com cisplatina. Um dos grandes fatores de risco no desenvolvimento do câncer de bexiga é o tabagismo.

Alguns dos sintomas da doença são sangue na urina, necessidade frequente e urgente de urinar, dor na parte inferior do abdômen, entre outros.

* Sob supervisão de Bianca Paiva

Lula volta a defender o Pix e fala em articulação de Flávio Bolsonaro Investigação dos EUA pode resultar em novo tarifaço contra o Brasil

 Daniella Longuinho* – Repórter da Rádio Nacional

02/06/2026 - 21:33
Brasília
Catalão - GO - 02.06.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita ao Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Catalão - GO.
 
Foto: Ricardo Stuckert / PR
© Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Lula voltou a defender o Pix, nesta terça-feira (2), após o anúncio do governo dos Estados Unidos de propor uma investigação comercial contra o Brasil, que pode ter como resultado a aplicação de um novo tarifaço, de 25%, sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que a nova taxação foi "articulada por Flávio Bolsonaro" durante visita a Washington na semana passada, mas o senador nega a acusação. O presidente reforçou que o governo brasileiro não vai aceitar essa "intervenção" da Casa Branca:

“Você veja um negócio: o tal do bolsonarista foi aos Estados Unidos... Ele não estava focado e pediu pro Trump intervir no Pix brasileiro. Você acha que a gente vai deixar? Não vai deixar.”

A declaração foi durante visita ao Hospital Municipal Universitário de Rio Verde, em Goiás. Em outra agenda, também nesta terça, na cidade goiana de Catalão, Lula disse que o Pix "assusta" o governo de Donald Trump e chegou a sugerir que o sistema fosse adotado nos Estados Unidos:

“A preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as chamadas empresas de cartão de crédito deles, que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso. E o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça, é público e ninguém paga nada. É só clicar o Pix e está resolvido o nosso problema.”

Investigação comercial

Essas manifestações aconteceram um dia após o escritório do representante comercial dos Estados Unidos tornar público relatório sobre uma investigação, iniciada há um ano, contra supostas práticas desleais do Brasil no comércio com o país norte-americano. A acusação de favorecimento ao Pix de forma discriminatória em relação a outros meios de pagamento foi um dos motivos para o anúncio de uma nova tarifa de 25% sobre bens importados do Brasil.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final do escritório do representante comercial dos Estados Unidos até o dia 15 de julho, quando o governo Trump poderá adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Febraban

Em nota, a Febraban, Federação Brasileira de Bancos, defendeu que o Pix "é uma infraestrutura de pagamento, e não um produto comercial, que favorece a competição e o bom funcionamento do sistema de pagamentos e, consequentemente, da atividade econômica". Para a Febraban, o Pix é "um modelo aberto e não discriminatório, com participação de bancos, fintechs, instituições financeiras nacionais e estrangeiras".

*Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Classificar facções como terroristas gera risco ao Pix, diz Durigan Ministro diz que vai conversar sobre o tema com autoridades americanas

 Gabriel Brum – Repórter da Rádio Nacional

01/06/2026 - 11:41
Brasília
Brasília (DF), 28.08.2024 - Dario Durigan – secretário executivo do Ministério da Fazenda, durante entrevista coletiva sobre o processo de revisão de gastos. Foto: José Cruz/Agência Brasil
© José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a classificação de facções como terroristas pode prejudicar o pix. Durigan adiantou que vai se encontrar esta semana com autoridades americanas para entender a decisão. Ele concedeu uma entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira (1º).

Segundo o ministro, a medida põe em risco todo o trabalho de cooperação entre os países para combater o crime organizado, além de gerar insegurança para os bancos brasileiros.

“Nós não vamos deixar de fazer esforços. Essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades nos Estados Unidos para esclarecer o que que está acontecendo, entendeu? Porque o presidente Lula foi o primeiro quem disse que nós temos que aumentar o combate a esse tipo de facção, a esse tipo de organização criminosa. Nós estamos botando em risco isso agora? A troco de quê?”

⏩ Ouça também: Declaração do Imposto de Renda será automática, diz ministro

Além disso, a classificação das facções como terroristas pode afetar bancos brasileiros e a tecnologia de pagamento nacional, prejudicando a população. Isso porque o Tesouro norte-americano pode aplicar sanções de forma unilateral.

“Então imagina o nosso ouvinte que vai fazer um pix de um banco A, um banco privado, para um banco B, um banco público, e aí aparece lá: ‘Não, você não pode fazer pix, você não pode fazer transferência para esse banco porque ele está atualmente sujeito a sanções do Tesouro norte-americano’. E claro que se esse banco B acabar interferindo ou acabar violando essa sanção, ele pode ter consequência no mercado de câmbio. Então ele não pode mais vender dólar, ele não pode mais operar com as empresas que ele fez apoio à exportação para os Estados Unidos”. 

O ministro disse que a investigação comercial que os Estados Unidos abriram sobre o pix é de caráter mais político do que técnico.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Anvisa aprova novo medicamento para doença de Parkinson Remédio atua na produção da quantidade de dopamina

 Renato Ribeiro - repórter da Rádio Nacional

25/05/2026 - 14:12
Brasília
Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta segunda-feira (25) o registro do Vyalev como novo medicamento para a doença de Parkinson, uma condição neurológica degenerativa que afeta os movimentos do corpo.

Segundo a Anvisa, o remédio é indicado para tratar flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes em estágio avançado da doença que não respondem aos tratamentos disponíveis.

O Vyalev reduz as variações na resposta ao tratamento, com alternância entre os momentos em que a medicação funciona bem e os períodos de retorno dos sintomas.

O Parkinson ocorre devido à morte de células localizadas na substância negra do cérebro, responsáveis pela produção do neurotransmissor dopamina.

Isso causa tremores, lentidão, desequilíbrio, além de outras alterações.

De acordo com a Anvisa, os componentes do Vyalev, a foslevodopa e a foscarbidopa, atuam em conjunto para aumentar a quantidade de dopamina e reduzir os problemas de movimento.

Acordo: fim da escala 6x1 terá início 60 dias após promulgação da PEC Redução da jornada de 44 para 40 horas semanais será feita em um ano

 Priscilla Mazenotti - repórter da Rádio Nacional

25/05/2026 - 15:50
Brasília
Brasília (DF) 01/05/2026 - Manifestação no Eixão Sul contra a escala 6x1 tem participação de populares e centrais sindicais.   Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Fim da escala 6x1, sem regra de transição e redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas de forma escalonada. É o que prevê o acordo feito entre o governo e a Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, o relator, Leo Prates, do Republicanos e o presidente da Comissão Especial, Alencar Santana, do PT, se reuniram com o presidente Lula ainda nesta segunda (25), horas antes da apresentação do relatório, para fazer esse ajuste fino ao texto, colocando fim ao impasse de qual seria o tamanho dessa transição. Hugo Motta mesmo resumiu.

“Se falou muito que seria em tantos anos e tal, mas a posição final, da Câmara dos Deputados, em consenso com o governo, é de poder fazer essa transição em um ano. Repito: duas horas, 60 dias após a promulgação; mais duas horas após os doze meses”.   

Deixando bem explicado. Ficou assim: 60 dias após a promulgação da PEC já vai valer o fim da escala 6x1. Para isso, não tem transição. Vai valer cinco dias trabalhados para dois de folga. É a jornada semanal que vai ser escalonada. No mesmo dia em que acaba a 6x1, a carga horária vai passar de 44 para 42 horas. Doze meses depois, vai para 40 horas. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, dá o cronograma.

“Promulgou, 60 dias entra em vigor o fim da escala 6x1 e 42 horas semanais. Então, você vai pegar 42 horas semanais, dividir por cinco, vai ser a jornada diária. Depois um ano, reduz para 40 horas semanais. Portanto, é tudo 8 horas”.

Na prática, o acordo permitiu um prazo curto na transição, segundo o presidente da Comissão Especial, Alencar Santana. E não os dez anos, como queria a oposição.

“Ou seja, um prazo curto, mas significativo, porque vai garantir mais qualidade de vida, mais tempo ao trabalhador e à trabalhadora. Porque a vida não tem hora extra. Há uma pressa da mulher, há uma pressa da juventude, de quem tá nessa jornada tão exaustiva”.

Ponto pacífico e que é o principal do relatório: fim da escala 6x1, redução da jornada sem redução de salário. Isso tudo vai estar no parecer do relator, Leo Prates. Os detalhes, tipo as categorias, as particularidades, isso tudo vai ser discutido naquele projeto de lei que tem urgência e que está parado na Câmara. Leo Prates explica.

“Salvo engano, a gente fechou em 8 ou 9 artigos. Então, é bem simples. O resto nós vamos remeter ao PL do governo, para questões específicas, convenções coletivas”.    

E são detalhes como a situação dos microempreendedores. A possibilidade de poderem contratar mais pessoas e não apenas no limite de um MEI, como é hoje. Isso por conta da redução da jornada, para que se possa manter a produtividade. O cronograma da PEC também está mantido: votação na comissão especial e em dois turnos em plenário ainda nesta semana, até quinta-feira.

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Viva Maria alerta para perda do habitat das abelhas em Belterra (PA) João do Mel destaca que a produção do mel caiu na cidade

 Mara Régia - apresentadora do Viva Maria

20/05/2026 - 07:45
Brasília
Abelha, Flor, bertholletia
© Marcelo Casimiro Cavalcante/Rebipp

No Dia Mundial das Abelhas, Viva Maria conversa com João do Mel, conhecido pela atuação na meliponicultura e na defesa da preservação ambiental.

João do Mel vive em uma área cercada por lavouras de soja e relata mudanças ambientais observadas ao longo das últimas duas décadas. Segundo ele, a produção de mel caiu drasticamente após a expansão agrícola em Belterra, no Pará.

“Há 20 anos, uma abelha produzia de seis a sete quilos de mel. Hoje não produz meio quilo. O veneno atinge o pasto baixo e o pasto alto. Vem pelo vento e pela chuva”, afirma.

Além dos agrotóxicos utilizados nas plantações, o desmatamento e as queimadas são fatores que contribuem para a perda de habitat das abelhas e de outros polinizadores.

João do Mel destaca a importância das abelhas com e sem ferrão, além dos polinizadores solitários, para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola. Segundo ele, muitas espécies desempenham funções específicas na polinização de flores e culturas alimentares.

O criador afirma que chegou a manter mais de mil caixas de abelhas e que parte da produção era reservada para alimentar as colmeias durante o período de inverno.

Confira o programa no player.

Brasil atingiu o menor patamar de bebês que não foram registrados Em 2024, a taxa de sub-registro de nascimentos ficou em 0,95%.

 Cristiane Ribeiro – Repórter da Rádio Nacional no Rio de Janeiro

20/05/2026 - 10:18
Rio de Janeiro
Certidão de Nascimento
© Marcello Casal JrAgência Brasil

O Brasil atingiu em 2024 o menor patamar de bebês que não foram registrados no período em que a lei determina, de até um ano e 90 dias após o parto. A taxa de sub-registro de nascimento ficou em 0,95%, a menor da série histórica da pesquisa Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos, iniciada em 2015. O levantamento, feito pelo IBGE, alcançou naquele ano 4,21%.

De acordo com os novos dados, divulgados nesta quarta-feira (20), em 2024 foram feitos quase 2.370.000 registros nos cartórios civis. Neste mesmo ano, cerca de 22.900 crianças ficaram sem identidade legal, com efeito direto na falta de acesso a serviços básicos essenciais, como saúde, educação e programas sociais.

O índice de sub-registro apresenta tendência de queda desde 2015, com exceção de 2020, ano da eclosão da pandemia de covid-19, quando a sociedade enfrentou medidas de isolamento social e controle sanitário.

Para Jailson Nogueira Assis, um dos responsáveis pela pesquisa, a queda pode ser explicada por um conjunto de ações, como campanhas do governo federal e a lei que leva cartórios a locais próximos da população.

“Tais como a instalação de unidades interligadas de registro civil em maternidades e hospitais também. Ou seja, logo após o parto, o pai já pode providenciar o registro de nascimento dentro do hospital ou da maternidade. Então, isso é um fator que vem propiciando essa queda. Também outras medidas, como a gratuidade da emissão de certidões de nascimento, realização de mutirões de regularização para documentos e também uma integração de sistemas informatizados entre cartórios e estabelecimentos de saúde”. 

O sub-registro, ainda com base na pesquisa, foi mais comum no caso de jovens mães, principalmente aquelas menores de 15 anos, com taxa de 6,10%.

Entre as regiões, o maior percentual de sub-registro de nascimentos, de 3,53%, foi no Norte do país, devido à dificuldade de acesso aos cartórios; enquanto o menor, de 0,25% ficou na região Sul.

Sobre a sub-notificação de mortes em 2024, a taxa alcançou 3,40%, a terceira menor da série histórica. Já a maior, de 10,80%, foi verificada entre as crianças com menos de um ano de idade. Novamente, o Norte do país ficou na frente, com taxa de 11,36%, e o Sudeste teve a menor: 0,76%.

Para José Eduardo Trindade, também responsável pela pesquisa, esses dados apontam o desinteresse das famílias em registrar os óbitos, principalmente devido a longas distâncias.

“Uma das principais é porque essa criança não vai deixar uma herança, não vai deixar nenhuma coisa de valor. Então, principalmente, acredita-se que em regiões mais remotas acaba que a própria família acaba enterrando às vezes a criança no quintal e não fazendo a notificação, não fazendo o registro civil. Então isso é péssimo para as estatísticas e precisa realmente a gente ter às vezes, como teve em campanhas passadas no Ministério da Saúde, busca ativa para conseguir entender a magnitude dessa subnotificação”.

No Brasil, a emissão da primeira via das certidões de nascimento e de óbito é gratuita, o que deveria estimular esses registros.
 

Elon Musk se torna o primeiro trilionário do mundo Dono da SpaceX demoraria mais de 2 mil anos para gastar patrimônio

  Antonio Trindade – Repórter da TV Brasil 12/06/2026 - 20:04 Brasília © REUTERS/David Swanson/Proibida reprodução Elon Musk se tornou o pri...

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